Os meninos da base da Chapecoense rezam pelos que partiram, mas também para que todo o trabalho feito pelo clube nas divisões interiores não seja jogado fora. A morte do presidente do clube, Sandro Pallaoro, pode frustrar a ascensão dos garotos, já que o dirigente tinha um carinho especial pela base.
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“Ele falava que era o orgulho dele ter uma base forte”, lembra Giovanni Rigotti, coordenador das categorias de base. Por conta da tragédia, os meninos foram liberados dos treinos por tempo indeterminado e até a disputa na Copa São Paulo do ano que vem está sob risco.
Enquanto isso, os meninos do time sub-17 ainda lembram do treino que tinham feito contra o profissional, na preparação para o jogo contra o São Paulo. “O nosso técnico pediu para eles não marcarem tão forte, para jogarem mais leve. Era um jeito de a gente conseguir equilibrar um pouco a partida”, lembra o volante Paulo Ricardo, de 16 anos.
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Curiosamente, nenhum dos garotos da base é natural de Chapecó, mas eles são promessas garimpadas em outras cidades. O clube oferece alojamento para os meninos e exige que eles continuem os estudos. Na escola, são admirados por colegas de classe e convidados para disputar peladas de fim de semana. “A gente nem pode jogar bola com o pessoal da escola. No turno da noite, só tem pingue-pongue”, brinca outro Paulo Ricardo, também de 16 anos, mas atacante.
Quando se reúnem no alojamento do clube, o clima tem sido mais silencioso do que de costume. Contam que, às vezes, falta força até pra conversar e que, nos últimos dias, a sensação mais comum é de que o time vai voltar e ainda disputar a final da Copa Sul-Americana.
Cada atleta do sub-17 tem uma história com um dos jogadores ou um sentimento relacionado ao momento do clube. O Paulo Ricardo volante é de Ibirama, em Santa Catarina. Ele conta que o atleta com quem ele tinha mais amizade era o lateral-esquerdo Dener. “Ele me deu quatro chuteiras. Eu nem precisei pedir. Ele era muito gente fina. Isso parece um sonho ruim, cara”, comenta.
O respeito e o companheirismo era tão grande que o lateral-esquerdo Renan Gimenes, de 16 anos, conta que o atacante Tiaguinho foi falar com ele quando soube que seria pai. “Ele veio me contar. Estava todo feliz. Acho que ele queria ser um bom exemplo pra mim também.”.
É o lateral-direito Jean Wunsch, 16 anos, de Santa Cruz do Sul, quem resume o sentimento do grupo. “A gente sabe da responsabilidade. A gente precisa honrar esse time e os jogadores que se foram.”


















