Após trabalhos na Globo e Netflix, atriz Ana Hartmann volta ao cinema em novo filme

Artista fez parte do elenco de 'Onde Nascem os Fortes' e 'Reality Z'

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Ana Hartmann Foto: Divulgação

Atriz de percurso sólido e escolhas cuidadosas, Ana Hartmann vem construindo uma carreira marcada pelo compromisso com obras de densidade artística e relevância estética. No audiovisual, ganhou projeção junto ao grande público no streaming com a série “Reality Z”, da Netflix, trabalho que ampliou sua visibilidade e reforçou sua presença em produções de grande alcance. Já na TV, participou de obras de destaque como “Onde Nascem os Fortes” e “Rio Connection”, ambas na Rede Globo.

No cinema, Ana vive um momento especialmente significativo. Está no elenco de “Barba Ensopada de Sangue”, longa-metragem aguardado pelo público e pela crítica, dirigido por Aly Muritiba, baseado no livro homônimo de Daniel Galera, produzido pela RT Features. O filme chega aos cinemas em 2 de abril.

Ainda nas telonas, a atriz esteve presente no filme “O Pastor e o Guerrilheiro”, com direção de José Eduardo Belmonte, lançado em 2022. Seus trabalhos no cinema evidenciam uma atriz interessada em histórias densas, autorais e relevantes.

“Minha trajetória é marcada pela colaboração com artistas que são apaixonados pelo trabalho do ator. Estou nesse ofício porque gosto de trabalhar com gente ousada, e que gosta de desafiar as percepções do público e as estruturas do que entendemos por sociedade. Tanto o comercial quanto o autoral me interessam: em todos formatos, podemos encontrar nuances de revolta e transformação”, afirma.

No teatro, campo central de sua formação e pesquisa, Ana traz uma trajetória ligada ao Teatro Oficina, onde desenvolveu ao longo dos anos uma atuação marcada pela entrega, experimentação e rigor. Mais recentemente esteve em cartaz com a Companhia da Memória no espetáculo O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchekhov. Em 2026, a companhia inicia o desenvolvimento de um novo projeto teatral, atualmente em fase de estudos e pesquisas. Ao longo de 14 anos, ela acumula papéis em mais de uma dezena de espetáculos.

Entre os trabalhos que ganham novo fôlego está o espetáculo O Ovo e a Galinha, adaptação do conto de Clarice Lispector, que entra agora em uma nova etapa de circulação, com apresentações previstas no Teatro Oficina e a possibilidade de uma temporada no Festival Fringe de Edimburgo.

Para Ana, a arte ocupa um lugar essencial na sociedade. “A arte é o espaço da invenção, da surpresa, da excitação criativa. É onde regeneramos o nosso interesse pela vida e por tudo que é humano”, diz.

A atriz também vê seu trabalho nas diferentes linguagens como campos complementares de investigação artística. “O ator ocupa lugares distintos em cada linguagem, mas todas me interessam profundamente”, conclui.