Após ação militar contra a Venezuela no dia 3 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas ameaças a diversos países, especialmente os da América Latina. O republicano também reafirmou o seu interesse estratégico na Groenlândia, território dinamarquês rico em recursos naturais.
No caso do México, o mandatário estadunidense afirmou que o país não tem feito o suficiente para reprimir os cartéis de drogas. O republicano chegou a mencionar durante entrevista que teria oferecido ajuda militar à presidente Cláudia Sheibaum, mas a proposta foi rechaçada. A líder mexicana, inclusive, criticou a operação americana na Venezuela, declarando-se contra qualquer intervenção dos EUA em países estrangeiros.
Um dos maiores pontos de tensão de Trump atualmente é como presidente da Colômbia, Gustavo Petro. No domingo, 4, enquanto comentava sobre a ação em solo venezuelano, o republicano chamou o líder colombiano de “homem doente que gosta de fabricar e vender cocaína aos Estados Unidos”, e ainda sugeriu que Petro “não continuaria fazendo isso por muito tempo”.
Quanto a Cuba, o presidente estadunidense afirmou que o país não precisaria de intervenção militar, porque “cairia por conta própria”, já que seu economia depende do petróleo venezuelano e, portanto, deve implodir sem necessidade de ação direta americana. Por outro lado, o Secretário de Estado americano e filho de cubanos, Marco Rubio, declarou que o governo cubano representa “um problema sério” aos EUA.
Groenlândia e outros territórios
A Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, é de interesse de Trump desde o seu primeiro mandato. Isso se deve à posição estratégica da ilha e à riqueza em minerais raros naturais, incluindo gás natural. A premier dinamarquesa e autoridades do território rejeitaram as falas de Trump, mas alertaram que as ameaças devem ser levadas a sério.
O Irã também integra na lista de países na mira de Trump. O republicano voltou a advertir o país persa sobre a repressão violenta contra manifestantes e contra a possível retomada de programas nucleares.
Os protestos no Irã eclodiram no fim de dezembro de 2025, quando comerciantes descontentes foram às ruas para protestar contra a queda acentuada da moeda do país. Os atos, inicialmente pacíficos, se espalharam e acabaram sendo aderidos por outros segmentos da população em 88 cidades de 27 das 31 províncias iranianas.
Então o regime do aiatolá Ali Khamenei mobilizou a força paramilitar Basij para reprimir centenas de manifestantes, que resultou em 29 mortes e quase 1.200 presos, segundo a HRANA (Human Rights Activists News Agency), um grupo ativista com sede nos Estados Unidos.
Após advertência de Trump sobre a repressão, Khamenei afirmou que “protestar é legítimo”, mas isso é diferente de “promover tumultos. Conversamos com os manifestantes. As autoridades devem conversar com os manifestantes. Mas não adianta conversar com um arruaceiro”.