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Após sofrer covid e superar enfarte, Enderson Moreira turbina Botafogo na Série B


Primeiro veio a internação em janeiro devido à covid-19 em meio ao trabalho à frente do Fortaleza. O susto seguinte aconteceu em maio, quando precisou ser submetido a um procedimento cirúrgico após sofrer um enfarte em sua fazenda, em Minas Gerais. A aposta numa virada de jogo surgiu pouco mais de dois meses depois. Ao assumir o Botafogo no final de julho, ele transformou o time carioca na sensação da Série B do Campeonato Brasileiro. Drama, superação e foco no trabalho foram os elementos que pontuaram o enredo do técnico Enderson Moreira em 2021.

A atual temporada tem se apresentado como um ano de provações e vitórias em relação aos desafios que cruzaram o caminho do treinador. No time carioca, os números impressionam. Principalmente se for levado em conta que a prioridade do clube era contar com os serviços do técnico Lisca, que preferiu ir para o Vasco e já não está mais em São Januário.

Mesmo sendo plano B, a opção rendeu frutos. Desde que a era Enderson Moreira teve início, o time carioca engatou a quinta marcha e não parou mais. Em 11 jogos, foram nove vitórias e uma única derrota. O aproveitamento atinge a marca dos 84,8% e o reflexo desse desempenho é a terceira colocação na tabela. Com 41 pontos, o Botafogo só está atrás do Goiás (42) e do Coritiba (45).

Vacinado contra as armadilhas do futebol, no entanto, Enderson procura se cercar de cuidados ao falar do momento do time. “Tudo que aconteceu foi bom. Mas precisamos continuar com os pés no chão. Chegar ao G-4 é difícil, mas para se manter, a dificuldade é muito maior. Temos que continuar trabalhando e saber que nem tudo está perfeito e temos muita coisa para aprimorar”, comentou.

ESTREIA COM VITÓRIA E EXPULSÃO – Mas se a conversa no clube hoje gira em cima de projeção para obter o retorno à elite, é preciso recuar um pouco no tempo para entender a tensão que reinava no futebol botafoguense quando houve a troca de comando. Próximo à zona de rebaixamento, o clube vinha de cinco jogos sem vitórias na Série B.

Em meio a esse caldeirão, a estreia foi contra o Confiança, fora de casa, no dia 24 de julho. Mesmo com o 1 a 0 a favor em seu primeiro jogo, o treinador acusou os efeitos da pressão e acabou expulso no segundo tempo por reclamar da arbitragem. Pela atitude, o treinador pegou inicialmente dois jogos de suspensão. A punição acabou aumentando em mais duas partidas por decisão do pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A Procuradoria do STJD entrou com recurso por achar a pena branda. Além do aumento da pena, foi aplicada ainda multa de R$ 15 mil.

No clube, o treinador tratou de remediar o destempero pelo cartão vermelho em seu primeiro jogo e fez questão de pedir desculpas ao grupo e também aos torcedores. “Foi uma atitude que eu não deveria ter tomado. Pedi desculpas aos atletas. É uma coisa que precisamos evitar. É preciso ter equilíbrio mental. Aconteceu e agora é arcar com as consequências”, afirmou no dia seguinte, já de cabeça fria.

RODAGEM E TÍTULOS NA SÉRIE B – Prestes a completar 50 anos no final do mês, Enderson é um andarilho do futebol e ostenta também um currículo vitorioso na Série B. Ele disputou cinco edições da competição e foi campeão duas vezes: com o Goiás, em 2012, e também à frente do América-MG, em 2017.

Seu trabalho mais recente antes de desembarcar no Rio foi no Fortaleza. Contratado no início de 2021 para tentar livrar a equipe nordestina do rebaixamento, ele cumpriu a sua missão no limite extremo: o time acabou se salvando da degola no critério de saldo de gols contra o Vasco.

A sua passagem na capital cearense, porém, acabou tendo curta duração. A demissão veio ao final de abril com a queda nas semifinais para o Bahia na Copa do Nordeste. Em pouco mais de três meses, foram 12 vitórias, quatro empates e sete derrotas.

Em 13 anos de carreira, o treinador teve passagens por Fluminense, Santos, Ceará, Goiás, América-MG, Internacional e Athletico-PR, entre outros clubes. Agora, diante do desafio de comandar o Botafogo, ele manifestou a sua surpresa com as condições de trabalho oferecidas.

“Eu tinha uma ideia muito diferente do que encontrei aqui. Achava que o Botafogo, pela situação difícil, não nos daria condições de fazer um bom trabalho. E pelo contrário. Foi um clube organizado com suas limitações financeiras. E em campo, cada dia que passa, percebo a vontade de executar aquilo que treinamos”, comentou o treinador, em entrevista ao canal SporTV.

ESTILO RECLUSO E SAUDADE DA FAMÍLIA – As constantes mudanças de endereço a que os treinadores são obrigados a se adequar acabaram moldando um estilo de comportamento de Enderson Moreira. Enquanto ele percorre o Brasil a serviço dos clubes, sua família tem base em Belo Horizonte.



Fã de rock, o comandante alvinegro evita se expor em redes sociais, é avesso a badalações e centra o foco no dia a dia do seu trabalho. “A pressão é muito grande e temos que estar atentos a todo tipo de detalhe para manter o time sempre nos trilhos.”

E saber administrar a distância e a saudade dos entes queridos às vezes muda os planos. Em 2016, por exemplo, ele interrompeu o seu trabalho no Goiás para ficar ao lado da esposa Angela, que descobriu um câncer de mama e precisou recorrer à quimioterapia.

Recentemente em abril, quando ainda estava no Fortaleza, suas emoções foram novamente colocadas à nocaute quando foi avisado de que dona Ilda, sua sogra, não resistiu aos efeitos do novo coronavírus. Mesmo assim comandou o time que enfrentou o Ypiranga-RS pela Copa do Brasil. “Estou distante da minha família, quase três meses sem poder vê-los. Foi um dia muito difícil pra mim”, comentou Enderson logo após a partida.

OBJETIVO É GARANTIR O ACESSO – À vontade no Botafogo muito em função do bom trabalho realizado, o treinador já estuda a chegada de reforços junto à diretoria. Ele destacou a contratação do lateral Rafael (ex-Manchester United e Lyon) e disse ainda sobre a vinda de possíveis reforços.

“O Rafael está acima de qualquer discussão. Teve passagem com destaque no futebol da Europa e sabemos que vai nos ajudar muito. Quanto a reforços, estou sempre conversando com nosso diretor executivo sobre algumas possibilidades de mercado. O campeonato já passou da metade e precisamos ser precisos em alguma contratação”, afirmou.

Por fim, o treinador fez uma projeção sobre a pontuação que ele acha necessária para conquistar o acesso. “Não sou muito bom nisso, mas talvez 68 pontos. O mais importante foi recuperar a distância para o líder, que era o Náutico, tão rapidamente.”

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