Após se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mandatário da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta quinta-feira, 22, o primeiro encontro trilateral entre os dois países e a Rússia. A reunião irá ocorrer entre sexta e sábado nos Emirados Árabes.
+ Trump lança ‘Conselho da Paz’, cita ONU e defende ‘desarmar’ o Hamas
“Espero que os Emirados estejam cientes disso. Às vezes, temos surpresas vindas do lado americano”, disse Zelensky em resposta a uma pergunta em Davos, na Suíça, conforme relato da Sky News.
Ele, que conversou com Trump hoje às margens do Fórum Econômico Mundial, em Davos, definiu a reunião como “positiva”.
“Os documentos destinados a pôr fim a esta guerra estão quase prontos, e isso é o que importa. A Ucrânia está trabalhando com absoluta honestidade”, falou Zelensky, acrescentando que “a Rússia deve estar pronta para encerrar o conflito” de quatro anos.
Já Trump, quando questionado sobre o encontro com seu homólogo em Kiev, manteve-se calado quando lhe perguntaram se houve um acordo para o conflito. Ele também afirmou que as fronteiras ucranianas “não foram discutidas”.
“Esperamos que o conflito [no leste europeu] termine, [pois] várias pessoas já morreram. No mês passado, foram 30 mil [mortos], principalmente soldados”, se limitou a declarar Trump sobre o andamento das negociações.
Também em Davos, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, que irá se reunir ainda nesta quinta com Putin na Rússia, afirmou que as discussões para encerrar o conflito de quase quatro anos na Ucrânia tiveram “muito progresso” e que foram “reduzidas a uma única questão” entre Kiev e Moscou.
“Acho que chegamos a um único problema, e discutimos várias maneiras de solucioná-lo, o que significa que é possível.
Portanto, se ambos os lados quiserem resolver a questão, nós a resolveremos”, falou Witkoff.
Já o Kremlin preferiu não comentar as declarações do enviado especial. No entanto, o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, ressaltou que Putin “aprecia profundamente os esforços para a manutenção da paz feitos pelo presidente Trump e por sua equipe”. (ANSA).