Após represálias, Irã conversa com países árabes e pede união

ROMA, 28 FEV (ANSA) – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, conversou com seus homólogos de Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait, após os ataques a bases militares americanas em países do Oriente Médio, em represália pelos bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel.   

Após o encontro, o chanceler iraniano divulgou um comunicado em que pede uma união de todo o mundo muçulmano para combater o “plano malvado do regime sionista”.   

“A guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime sionista não é apenas contra o povo iraniano, mas contra todos os países da região”, disse Araghchi em comunicado publicado em um canal oficial no Telegram.   

“Portanto, todos os povos e governos muçulmanos e regionais devem assumir a responsabilidade histórica de combater o plano maligno do regime sionista”, acrescentou.   

Segundo o ministro, as bases usadas por EUA e Israel para atacar o Irã são “alvos legítimos” de ações de retaliação, e Teerã “reagirá com todas as suas capacidades defensivas e militares, com base no direito intrínseco de autodefesa”.   

Além disso, lembrou a seus homólogos árabes que o direito internacional “proíbe qualquer participação em atos de agressão contra outro país”.   

Após as represálias, países do Oriente Médio condenaram as ações iranianas e as definiram como uma “clara violação” de suas soberanias nacionais.   

“Afirmamos nossa total solidariedade e apoio inabalável aos países irmãos, bem como a prontidão em mobilizar todos os nossos recursos para apoiar quaisquer medidas que estes venham a tomar”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores saudita.   

(ANSA).