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Após reposicionamento, Canal IN inclui criadores negros em seu casting

Crédito: Divulgação

O canal IN, que é um dos principais canais de entretenimento infanto-juvenil do Brasil, passou por uma reformulação. Muito ligada ao momento em que estamos vivendo no Brasil e no mundo, a Play9, empresa do youtuber Felipe Neto e João Pedro Paes Leme, que gerencia o canal no YouTube, acaba de anunciar que o time do Canal IN passará a ter criadores negros em seu casting.

“O Canal Irmãos Neto teve um papel importante na formação de audiência infanto-juvenil, mas quando o Felipe e o Luccas (Neto) decidiram se dedicar 100% aos seus canais individuais, achamos que era importante manter um vínculo afetivo com o público construído, afinal, são 15 milhões de inscritos. Ficaram os integrantes da chamada ‘Família Neto’, amigos dos dois que sempre estavam presentes nos videos”, diz João Pedro Paes Leme.

“Há sete meses mudamos o nome para canal IN, usando as primeiras letras do nome do canal antigo e apostando num canal que queria trazer mais parceiros. De dois meses para cá, decidimos que o IN, que é de inclusão e integração, teria tudo para ser um espaço aberto a novos artistas negros, que, infelizmente, mesmo muito talentosos, não conseguem potencializar sua voz e seu discurso”, completa.

Ele também falou sobre a inclusão de criadores de conteúdos negros no canal: “O que aconteceu recorrentemente nos últimos meses com as barbaridades que vimos nas mortes do George Floyd, nos EUA, e do João Pedro, no Brasil, infelizmente, é o retrato de um racismo estrutural presente nesses dois países. Mas quantos e quantos outros atos de violência acontecem todos os dias? Agir para ser aliado nessa luta antirracista virou uma missão da Play9 e queremos mostrar que não é nem será um movimento oportunista, mas sim uma grande oportunidade para abrir espaço para criadores de conteúdo negros encontrarem uma forma de exibir seu talento”.

Gabi Oliveira, do canal De Pretas, é a primeira criadora de conteúdo contratada pela  Play9. Formada em comunicação social e com voz potente no YouTube, ela fala sobre temas raciais, mas também sobre assuntos diversos, como moda, beleza e cuidados com o cabelo. Na empresa, além de fazer parte do casting, será coordenadora de conteúdo.

“Creio que essa mudança será significativa no sentido de ter um canal de grande alcance que realmente represente a realidade da população brasileira. O conteúdo em si irá mesclar dinâmicas divertidas e criativas, vamos acrescentar novas informações e ampliar a visão das pessoas que nos acompanham para discussões sociais relevantes. Além disso, o Canal IN abrirá espaço para criadores que já produzem conteúdos muito bons e agora vão poder alcançar nova audiência e ter seu trabalho de forma mais sustentável. Inclusão é isso, a naturalização da existência de pessoas diversas”, ressaltou.

Sobre a representatividade negra diante de tantos acontecimentos racistas no mundo, Gabi declarou: “Queremos reforçar ainda mais as pessoas negras no canal. Queremos trazer também narrativas de pessoas que não são ouvidas. Não só os negros, mas todas as representatividades em geral como os gays, trans, mulheres, indígenas,  pessoas PCD. O canal irá representar a população brasileira”.

Oliveira destacou o que podemos esperar dos conteúdos abordados no canal. “Estamos investindo em convidados para participarem de dinâmicas criativas, de forma divertida. Além de pensar em projetos para revelar talentos. Queremos também experimentos sociais. Vamos trazer dois quadros novos que irão buscar novas culturas e novas tendências. Tem muita coisa nova.”

Já João Pedro disse: “Não seremos um canal sectário ou de luta partidária. Absolutamente não é isso. Na verdade, o que a Gabi Oliveira conversou muito comigo foi sobre a necessidade de trazer os artistas negros para falar de tudo. Não apenas de racismo. Inclusive de racismo, sim. Mas o importante é trazer a visão dele (ou dela) sobre o mundo. Nunca esqueço um dia em que a Gabi me disse algo muito simples e direto: ‘Por que alguém tem que olhar para uma pessoa negra e achar que o único tema sobre o qual ela pode falar é o tema racial?’ E ela tem toda razão. O canal quer ser um espaço de diversidade e, na prática, ser diverso e se permitir falar sobre todos os temas que interessam às pessoas”.

Ele ainda reforçou quais os critérios de qualidade usados para investir em novos formatos de conteúdo. “Principalmente não perder a conexão com o público já existente, mas, ao mesmo tempo, deixar claro que estamos começando a percorrer um novo caminho. Portanto não será difícil perceber que algumas das fórmulas de sucesso do canal serão usadas, mas eventualmente com temas diferentes”, concluiu.

Os novos vídeos irão ao ar a partir desta quinta-feira, dia 13 de agosto.

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