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Após pressão, Trump recua e diz não querer adiar eleições

Após pressão, Trump recua e diz não querer adiar eleições

O presidente dos EUA, Donald Trump, em 20 de julho de 2020 na Casa Branca, em Washington - AFP

NOVA YORK, 31 JUL (ANSA) – Após sofrer pressão de membros do Partido Republicano e de grupos conservadores, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou atrás e disse não querer adiar a data das eleições no país, marcadas para 3 de novembro.

No entanto, deu a entender que pode contestar os resultados na Justiça “Quero as eleições, não quero um atraso no dia da eleição, mas quero o resultado. Todos sabem que não funciona, seremos ridículos. Não quero esperar semanas para termos os resultados em semanas, meses e potencialmente anos, podemos nunca saber quem ganhou. É bom senso, não é política”, disse durante a coletiva-discurso com jornalistas na Casa Branca.

O mandatário falou por cerca de meia hora e, como tem feito com frequência, usou a maior parte do tempo para fazer pronunciamentos. Durante sua fala, o republicano voltou a acusar o voto por correios de método “fraudulento” de votação e a usar teorias conspiratórias sobre a eficiência desse tipo de sistema.

O voto por correios é permitido em pouco mais de 20 estados norte-americanos, mas vem sendo estudado como forma eficaz de votação em outros. Isso tudo para evitar uma onda de contaminações pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Horas antes de dizer que não quer mudar a data das eleições presidenciais, Trump usou o Twitter para fazer a “sugestão” até que fosse possível votar com “segurança e proteção” de maneira presencial.

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A postagem causou revolta em aliados republicanos e até mesmo em grupos conservadores. O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnel, afirmou que “a data das eleições está esculpida na pedra”, referindo-se à Constituição. De fato, apenas o Congresso do país tem autoridade para alterar o dia do pleito e da posse – mas isso nunca foi feito na história moderna, nem durante a pandemia da gripe espanhola em 1918.

Um dos principais grupos conservadores do país, o Federalist Society, chegou a ameaçar entrar com um novo pedido de impeachment contra Trump por seu “tuíte fascista”. Steven Calabresi, cofundador da organização, afirmou que não concorda com a “deriva autoritária” que o chefe de Estado vem tomando.

“Eu votei nos republicanos em cada eleição desde 1980, incluindo Donald Trump em 2016. Escrevi editoriais protestando contra a investigação inconstitucional de Roberto Mueller. Escrevi artigos contra o impeachment de Trump. Mas, estou estarrecido com o tuíte de Donald Trump sobre o adiamento da data das eleições”, escreveu Calabresi em um artigo no “New York Times”.

O mandatário vem aumentando o tom contra o processo eleitoral porque todas as pesquisas de intenção de voto mostram ele atrás do democrata Joe Biden. Em algumas delas, o ex-vice-presidente dos EUA chega a ter 14% de vantagem.

Especialistas e pesquisas no país mostram que a queda de Trump tem muito a ver com a gestão da pandemia do coronavírus, que a maioria dos cidadãos considera ruim. Os EUA têm a maior quantidade de vítimas (152.075) e casos (4.495.224) da doença no mundo, segundo dados do Centro Universitário Johns Hopkins.

(ANSA).

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