Após morte do tio, Suzane von Richthofen disputa herança com prima; entenda

O patrimônio de Miguel Abdalla Netto inclui ao menos duas casas, aplicações financeiras e um sítio no litoral paulista

Suzane von Richthofen foi apontada como nova contratada do SBT
Suzane von Richthofen Foto: Divulgação

Após a morte de seu tio, o médico Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, Suzane von Richthofen pode herdar cerca de R$ 5 milhões. Segundo o colunista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, a ausência de um testamento abre caminho para que a sobrinha seja contemplada na partilha. O médico foi encontrado morto no dia 9 de janeiro de 2026, em sua residência no Campo Belo, zona sul de São Paulo.

Como Miguel não deixou pais vivos, esposa, irmãos ou filhos, a herança é destinada aos “parentes colaterais”, conforme prevê o Código Civil. A prima do médico Sílvia Magnani, de 69 anos, busca o reconhecimento de união estável, afirmando ter mantido um relacionamento de 14 anos com Abdalla para ser incluída na partilha de bens.

O patrimônio inclui ao menos duas casas, aplicações financeiras e um sítio no litoral paulista.

Histórico de embates familiares

Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos de prisão por ser a mandante do assassinato de seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002. Marísia era irmã de Miguel, que, após o crime, assumiu a guarda de Andreas — irmão de Suzane e menor de idade na época — e iniciou um embate jurídico para excluir a sobrinha da herança dos pais, avaliada hoje em R$ 11 milhões. Com a condenação de Suzane em 2006 por indignidade, Andreas foi nomeado o único herdeiro do casal.

Agora, a situação jurídica é diferente. À IstoÉ, a tabeliã Vanele Falcão explicou que a falta de um testamento favorece Suzane. Segundo a especialista, o testamento é o único instrumento que permite o afastamento de parentes colaterais da sucessão “de forma legítima e segura, evitando disputas familiares e longas batalhas judiciais que expõem o patrimônio e a memória do falecido”.

Tentativa de liberação do corpo

Suzane compareceu à 27ª Delegacia de Polícia para tentar liberar o corpo do tio na mesmo unidade onde foi registrado o boletim de ocorrência do assassinato de seus pais. Ela argumentou ser uma das únicas parentes consanguíneas próximas do médico, mas o pedido foi negado pelos agentes.

Um dia antes, Sílvia Magnani também tentou a liberação para o sepultamento, mas a polícia exigiu prova formal de parentesco, permitindo a ela apenas o reconhecimento do cadáver no Instituto Médico Legal (IML).

Morte do tio

Miguel foi encontrado pela Polícia Militar ao lado de sua cama, já em estado de rigidez cadavérica. Embora a residência não apresentasse sinais de arrombamento e informações preliminares apontem para “mal súbito ou morte natural”, as causas ainda são investigadas.

A polícia foi acionada por um vizinho após o médico ficar dois dias sem ser visto. Câmeras de monitoramento registraram sua última chegada em casa no dia 7 de janeiro.

A morte foi constatada na tarde do dia 9, e o caso registrado como morte suspeita.