ROMA, 17 MAR (ANSA) – Depois de uma espera de mais de duas décadas, a MotoGP, principal categoria da motovelocidade, voltou ao Brasil. O Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (GO), sediará, entre os dias 20 e 22 de março, a segunda etapa da temporada de 2026.
Definido como um circuito curto, técnico e imprevisível, o traçado brasileiro receberá uma etapa crucial, já que a Aprilia pode confirmar que tem a moto mais rápida do grid, superando a Ducati, que teve Marc Márquez abandonando a corrida de abertura, na Tailândia, e viu Francesco Bagnaia terminar apenas na nona colocação.
A fabricante italiana de Noale brilhou no GP da Tailândia, em Buriram, com Marco Bezzecchi, mas precisará ficar atenta à KTM, que apresentou bons desempenhos com o jovem Pedro Acosta, atual líder do campeonato, com 32 pontos, graças à vitória na corrida sprint.
Apesar da performance muito convincente, Bezzecchi conquistou um surpreendente triunfo na Ásia, mas precisará manter o bom momento em solo brasileiro.
“Estou extremamente feliz por ir para lá e mal posso esperar para descobrir essa nova pista”, declarou o piloto italiano, que treinou recentemente com o compatriota Bagnaia em Tavullia, cidade do lendário ex-piloto Valentino Rossi.
O autódromo goiano, que conta com 14 curvas, a maioria para a direita, é altamente técnico e favorece pilotos com estilo de pilotagem mais suave. Além disso, o circuito foi reformado, com novas áreas de escape e recapeamento do asfalto.
A previsão do tempo para o próximo fim de semana em Goiânia é instável, o que tornará o gerenciamento de pneus crucial, fator que pode complicar o desempenho da KTM e favorecer Márquez.
Além de voltar a ser um destino importante para a MotoGP, o Brasil também vive a expectativa pela ascensão do jovem Diogo Moreira, campeão da Moto2 na temporada passada. (ANSA).