MILÃO, 2 MAR (ANSA) – O Comitê Paralímpico Internacional (IPC), liderado pelo brasileiro Andrew Parsons, afirmou que sua prioridade é garantir que as Paralimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, ocorram de forma segura para os competidores.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (2), a entidade acrescentou que também quer assegurar que os atletas “sejam o centro das atenções” do megaevento esportivo.
“Queremos assegurar que os Jogos sejam seguros, protegidos e espetaculares, nas deslumbrantes instalações da Itália. Nossa primeira preocupação é o impacto sobre as pessoas, e nossos pensamentos estão com todos os afetados. Estamos avaliando os impactos nas operações, particularmente nas viagens, embora muitas equipes já estejam na Europa”, informou o IPC.
O órgão internacional mencionou que está em contato próximo com todas as delegações, pois o fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio afetou a chegada de alguns participantes das Paralimpíadas na Itália.
Faltando apenas quatro dias para a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno, na Arena de Verona, o Comitê Paralímpico Italiano avaliou que a situação no Oriente Médio “está causando danos claros e significativos” ao evento.
“Devo pedir a todos que mantenham a calma, mas tudo está muito difícil. A segurança é uma questão séria, há certo receio, e a vigilância será reforçada para garantir a segurança de todos”, afirmou o presidente do comitê, Marco Giunio De Sanctis.
O dirigente não escondeu a grande dificuldade de discutir o “lado esportivo” dos Jogos e mencionou preocupação com a pressão sobre os atletas.
“Há apreensão e ansiedade. Os Jogos Olímpicos foram uma celebração para todos, e é assim que as Paralimpíadas devem ser.
É uma oportunidade única e irrepetível realizá-las na Itália, na presença de tantos líderes que agora podem decidir não vir.
Seria uma grande pena”, declarou.
Os Jogos Paralímpicos de Inverno estão marcados para acontecer entre os dias 6 e 15 de março. (ANSA).