Brasil

Após depoimento à PF, Zambelli diz que dia 7 vai à Paulista


A deputada Carla Zambelli afirmou que prestou depoimento à Polícia Federal neste domingo, 5, no âmbito do inquérito sobre a organização de manifestações violentas no feriado de 7 de Setembro. Em nota divulgada após a oitiva, a parlamentar alegou que não teve acesso aos autos da investigação e disse não ter cometido ilegalidades.

Além disso, fez convocação para os atos a favor do presidente Jair Bolsonaro previstos para o feriado, citando o Hino da Independência: “Neste 07 de setembro estaremos nas ruas e entoaremos em alto e bom som que “houve mão mais poderosa”, contudo, “zombou deles o Brasil'”. A parlamentar disse que estará presente em manifestação na Avenida Paulista.

Como mostrou o Estadão, a oitiva da parlamentar foi um pedido da Procuradoria-Geral da República. A solicitação foi acolhida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal. Os investigadores atribuem à deputada bolsonarista “manifestações golpistas”.

Na nota divulgada após o depoimento perante a Polícia Federal, Zambellli afirmou que “quem defende a liberdade e as balizas constitucionais jamais trataria por “organização criminosa” ou “ato antidemocrático” uma reunião da sociedade com suas famílias e seus representantes para protestar pacificamente contra a corrupção”.

Os atos bolsonaristas, no entanto, são marcados pela organização de manifestantes que atacam a ordem institucional e ministros do Supremo Tribunal Federal, ameaçam invadir o tribunal e o Congresso.

No âmbito da mesma investigação em que ouviu Zambelli, a Polícia Federal prendeu na sexta-feira, 3, o blogueiro bolsonarista Wellington Macedo de Souza. A corporação ainda busca cumprir uma ordem de prisão expedida contra o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, o “Zé Trovão”.

Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado, 4, o caminhoneiro afirmou que estará na Avenida Paulista durante a manifestação programada para o feriado e ainda desafiou o ministro Alexandre de Moraes, que expediu o pedido de prisão contra ele a pedido da Procuradoria-Geral da República.

O inquérito em questão foi aberto pela Polícia Federal após o ministro Alexandre de Moraes atender um pedido da PGR. Na mesma decisão, dada no último dia 20, o magistrado ainda determinou realização de buscas contra o deputado federal bolsonarista Otoni de Paula (PSC-RJ), o cantor Sérgio Reis e mais oito pessoas, entre elas Zé Trovão e Gomes.


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