Brasil

Após defender oposição ‘um pouco à direita’, Amorim fala em conversar com PSDB


Após defender a formação de uma frente de oposição ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, “deslocada um pouco para a direita”, o ex-chanceler Celso Amorim (PT) afirmou que há espaço para conversar com o PSDB durante a gestão de Bolsonaro.

Ele citou o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB), que declarou voto em Fernando Haddad no segundo turno da eleição presidencial, como uma das pessoas que o PT poderia chamar para dialogar. “Se for chamar o PSDB, o Goldman, por exemplo, há espaço em que podemos concordar e há espaço em que vamos discordar”. Ele ponderou que a formação de uma frente não faz o PT abrir mão de posições contrárias a medidas como a reforma da Previdência a ser proposta pelo futuro governo.

Anteriormente, o ex-chanceler condicionou a sobrevivência do PT no governo Bolsonaro a uma ampliação de alianças. “No momento, o País exige uma frente ampla democrática em que a linha divisória vai ter que se deslocar um pouco para a direita porque, se não, nós não sobreviveremos”, disse.

A declaração sobre a frente ampla foi dada durante conferência internacional organizada pelo PT e pela Fundação Perseu Abramo, braço teórico do partido, em São Paulo. Amorim foi criticado por um integrante do partido e procurou explicar sua defesa. “Não estou dizendo de maneira nenhuma que nós devemos abdicar das nossas lutas contras as reformas trabalhista e previdenciária, agora, não há como negar que, quando você tem uma ameaça fascista, acho que a luta pela liberdade passa a ser absolutamente essencial”, declarou.

MST

Ao comentar a morte de dois militantes do Movimento dos Sem Terra (MST) na Paraíba, Amorim afirmou que o episódio é um prenúncio do que pode ocorrer no Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro, o qual ele classificou como de extrema direita.

Na noite de sábado, dois integrantes do movimento foram mortos a tiros no interior de um acampamento, no município de Alhambra, a 45 quilômetros de João Pessoa, capital da Paraíba. “É um prenúncio terrível do que pode vir a ocorrer com um governo de extrema direita no Brasil. Essas coisas já ocorriam mesmo em outras situações, mas poderão ocorrer de maneira muito mais grave, mais ampla, se elas ficarem impunes”, disse ele.

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