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Após decisão, deputados criticam Exército por deixar Pazuello ‘impune’

Crédito: ANDRE BORGES/AFP

Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro em manifestação em maio de 2021 no Rio de Janeiro sem máscaras (Crédito: ANDRE BORGES/AFP)


Após decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por participação em ato ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), deputados foram às redes criticar a instituição. O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou já estar na hora de a Casa discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que veda aos militares da ativa a ocupação de cargo de natureza civil na administração pública.

A autora da proposta, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), afirmou que a “sensação” de não se saber “onde termina o governo e começa o Exército” é a pior coisa que pode acontecer às Forças Armadas. Para os deputados Jorge Solla (PT-BA) e José Guimarães (PT-CE), a decisão abre espaço para “novas transgressões” por parte de militares “ao deixar Pazuello impune”. “Sem tergiversar, é a maior vitória de Bolsonaro em favor de um golpe até aqui”, disse Solla. Para Guimarães, a falta de medidas contra o general dá “carta branca” para que “qualquer patente cometa o mesmo erro ou coisa pior”.

Na mesma linha, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) classificou a falta de punição como um “atentado à democracia”. No Twitter, Valente acusou o Exército de se curvar a Bolsonaro. “Está instalada a anarquia militar”, afirmou o parlamentar. A ex-aliada de Bolsonaro e deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) também entrou no coro de críticas às Forças Armadas. “Como pode a cúpula do Exército ficar de joelhos para um político?”, questionou, acusando Bolsonaro de estar “destruindo nossas instituições”.

Para Orlando Silva (PCdoB-SP), “ao ceder a Bolsonaro e aceitar a imposição da desordem, o comando trincou o mais importante estamento militar”. Marcelo Freixo (PSOL-RJ) também comentou o caso, declarando que o Exército está se “desmoralizando” diante da “delinquência” de Bolsonaro.

O comando do Exército anunciou nesta quinta-feira que o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello não cometeu “transgressão disciplinar” por ter participado de ato político no Rio de Janeiro ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

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