Após conflitos, Nápoles transformará ‘santuário’ de Maradona em espaço público

NÁPOLES, 29 JAN (ANSA) – A Câmara Municipal de Nápoles, na Itália, aprovou um projeto para a elaboração de um espaço comunitário de uso público no “santuário” dedicado ao ex-jogador Diego Maradona, localizado na Via Emanuele de Deo, nos Quartieri Spagnoli.   

As autoridades da região da Campânia atenderam a uma proposta apresentada pela secretária de Planejamento Urbano, Laura Lieto.   

Paralelamente, o prefeito da cidade, Gaetano Manfredi, reuniu-se com comerciantes locais para buscar uma solução administrativa para a área, que se tornou um importante ponto turístico.   

O projeto prevê a completa revitalização do espaço por meio de uma iniciativa privada. A proposta inclui a instalação de mobiliário urbano, como bancos, floreiras, pérgolas e quiosques portáteis. Os muros perimetrais e o portão histórico também serão restaurados, além da implantação de um novo sistema de iluminação.   

A gestão e a manutenção do local serão integralmente asseguradas pelos proponentes privados. O uso público do espaço deverá transformar o “santuário” em um novo centro social, regulamentado de forma semelhante aos parques públicos da cidade.   

A Prefeitura de Nápoles será responsável por supervisionar o cumprimento das obrigações previstas no acordo e por colaborar na definição das atividades sociais e culturais que poderão ser realizadas no local.   

“Estamos restaurando a ordem em um espaço que se tornou icônico. A revitalização não é apenas uma iniciativa de planejamento urbano, mas um sinal do nosso compromisso com a qualidade de vida da região. Estamos transformando uma área privada em um espaço comunitário bem conservado e seguro”, afirmou o prefeito.   

Nos últimos dias, comerciantes da região e autoridades napolitanas entraram em conflito após uma operação policial que resultou na apreensão de milhares de camisetas e mercadorias dos lojistas. Durante a ação, o famoso mural em homenagem a Maradona chegou a ser coberto por um lençol branco.   

Em protesto contra a operação, o popular ponto turístico permaneceu fechado ao público por vários dias. (ANSA).