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Apoiadores de referendo na Venezuela pedem que Supremo intervenha na comissão eleitoral

Por Vivian Sequera

CARACAS (Reuters) – Alguns apoiadores da tentativa de retirar o presidente venezuelano Nicolás Maduro do poder por meio de um referendo disseram neste sábado que pediriam que a principal corte do país analise as condições para a coleta de assinaturas estabelecidas pela comissão eleitoral.


A comissão eleitoral nacional afirmou no começo desta semana que três grupos de oposição pediram um voto de recall contra Maduro, o que exigiria 4,2 milhões de assinaturas de apoio para avançar.

A Constituição da Venezuela permite que autoridades que completaram pelo menos metade do seu mandato sejam removidas do poder por uma votação. Maduro completou os primeiros três anos do seu segundo mandato no começo deste mês.

A comissão –com cinco membros, três dos quais têm relações com o partido governista– disse no fim da sexta-feira que as assinaturas em apoio ao referendo podem ser coletadas durante apenas 12 horas em 26 de janeiro e em apenas 1.200 locais.

Duas figuras de oposição –Nicmer Evans e César Pérez Vivas– enviaram e-mail à Suprema Corte pedindo que analise a decisão da comissão e disseram em uma entrevista coletiva online que usariam todos os meios legais para conseguir o referendo.

“Você teria que processar cinco eleitores por minuto durante 12 horas” para atingir o limite de assinaturas sob as regras, disse o membro da comissão Roberto Picon, que é próximo da oposição, no Twitter na sexta-feira. “Não é viável.”

Pesquisadores dizem que 7 em cada 10 venezuelanos apoiariam uma mudança de governo, à medida que o colapso econômico e social do país prossegue.