Edição nº2539 17/08 Ver edições anteriores

Aparelho bomba

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, a nova perícia a que a Lava Jato vai submeter o celular de Eduardo Cunha é motivo de tensão entre seus velhos colegas no Legislativo. A malha fina objetiva cruzar ligações do ex-deputado com interlocutores e datas da movimentação de dinheiro sujo que passou por suas mãos ou das falcatruas que teve ciência.

Planalto
Lugar a bordo

Em meio a um tsunami de crises, o governo enfrenta problema extra na área de transportes. Três aviões da FAB utilizados no transporte de autoridades estão no solo para manutenção. Com isso, mais acirradas as disputas entre figurões da República para uso dos jatinhos, sobretudo entre sextas-feiras e segundas-feiras, apesar de haver normas para a seleção de passageiros e aeronaves. E por falar da FAB, uma concorrência internacional está aberta para contratar “suporte logístico” a 24 aviões Embraer 135/145. Eles são utilizados nas ações de controle aéreo avançado, controle e alarme em voo, reconhecimento aéreo, transporte aéreo logístico, aerolevantamento e transporte especial.

Justiça federal
Próximo capítulo

Uma nova fase de investigações está para ser aberta na 13ª Vara Federal, em Curitiba. Visa a casos de corrupção de “menor monta” na Lava Jato, com movimento financeiro entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões. A maioria envolve suspeitos dos 2º e 3º escalões da Petrobras.

Infraestrutura
Mudança no gás

Mesmo com o tumulto causado pela greve dos caminhoneiros, a Petrobras avançou na venda da Transportadora Associada de Gás. É negócio de uns US$ 8 bilhões. Caso não haja questionamentos judiciais, a francesa Engie pode levar a TAG. Porém, correndo por fora está o fundo soberano Mubadala. O governo tem pressa: quer reafirmar ao mercado que nada mudou com a entrada de Ivan Monteiro na chefia da Petrobras. E por falar na estatal, a PetroRio topa comprar dela um campo dentro do Projeto Ártico. A petroleira privada já é dona do Campo de Polvo, na Bacia de Campos.

Crise
No SPC

Membro de uma das famílias mais ricas do mundo nos anos 1990, com patrimônio de US$ 1,3 bilhão, segundo a revista Forbes, o empresário Henrique Almeida, irmão de Cecílio do Rego Almeida, dono da gigante C.R. Almeida, caiu nas garras do Serasa. Ele teve o nome lançado na “lista suja” do serviço por dever cerca de R$ 10 milhões a clientes e fornecedores da construtora.

Ciência
Quem manda

O governo criou mais atrito na praça. Um decreto do Planalto modificou a forma de compor o conselho consultivo da Finep, agência responsável pelo avanço da pesquisa científica e tecnológica no País, subordinada ao ministro Gilberto Kassab. São 18 membros no colegiado, indicados por entidades como a SBPC, CNI, Centrais Sindicais e Academia Brasileira de Ciências. Agora, cabe ao presidente da fundação bater o martelo sobre nomes da sociedade civil. Até então, cada entidade definia alguém para lhe representar.

Congresso
Sem intermediários

Divulgação

Um acordo de lideranças no Senado buscará essa semana acelerar a tramitação de decreto legislativo que permitirá às usinas de cana de açúcar vender etanol diretamente aos postos de combustível , sem o risco de sofrer sanção por parte da ANP. Durante a paralisação de caminhoneiros, liminares nesse sentido foram dadas pela Justiça Federal. À época, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica também defendeu a medida. Autor da ideia, o senador Otto Alencar (PSD-BA) estima que “sem atravessadores, o preço do combustível cairá cerca de 30% no varejo”.

Segurança
Em cima do fogo

iStockphoto

O Inmetro vai apertar a regulamentação para as trempes dos fogões de cozinha, principalmente os de uso residencial. Normalmente de proporção razoável é sobre essas “grades” que se apóiam as panelas. Nos últimos quatro anos, o Sistema de Monitoramento em Acidentes de Consumo do órgão recebeu 190 queixas de consumidores. Normas mais seguras de fixação das trempes vão surgir e, quase certo, será proibida aquela tampa de vidro sobre os fogões, que só existe no Brasil.

Funcionalismo
Vale a pena?

Com sua utilidade posta em cheque pela greve dos caminhoneiros – sem alerta adequado, o Planalto foi atropelado pelo caos –, a Agência Brasileira de Inteligência vai custar, esse ano, R$ 600 milhões. Mais de 80% serão gastos com pessoal. A um custo desses e com tal performance, parece burrice manter o misterioso órgão pendurado no bolso dos contribuintes.

CLT
Passada a limpo

A reforma trabalhista está de acordo com os princípios dos direitos humanos? A sociedade foi ouvida e o que disse foi considerado? As mudanças na CLT deram mais segurança jurídica a empregados e empregadores? Tais questões – e outras – estão respondidas no livro que o ministro do TST, Augusto César, lançará dia 25, em Brasília. Ao longo de 110 páginas, ele questiona o caráter modernizante apregoado pelos defensores da nova CLT. “A lei ressuscitou uma relação jurídica do Século 19, ao trazer a cena muitos sindicatos fracos e dar a eles, quando não ao próprio empregado, o poder de negociar diretamente as condições de trabalho”, acentua.

Agências reguladoras
Novos ares

Surpreendeu a indicação feita pelo governo ao Senado para a primeira diretoria da Agência Brasileira de Mineração. Os cinco nomes escolhidos são de técnicos com conhecimento do setor: Victor Bicca, Lília Mascarenhas, Mendonça Júnior, Débora Pucini e José Alves dos Santos. O setor foi muito atingido ao longo do tempo por nomeações políticas feitas pelo Ministério de Minas Energia. Na história que se inicia, que a ABM siga assim.

Cultura
Hora H

Marcilio Gazzinelli

Com previsão de investimento de R$ 1 milhão pelo Iphan, a obra de restauro da Igreja de São Francisco de Assis, em Belo Horizonte, terá início nessa segunda-feira 11. Melhorias ocorrerão às vésperas da reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, no Bahrem. Um dos temas do encontro, de 24 de junho a 7 de julho, é examinar a situação do Conjunto Moderno da Pampulha, que recebeu o título em 2016. A igreja é parte da complexo tombado.

Esportes
Testou positivo

Marcelo Ferrelli/CBAt

Reunido na semana passada em Brasília, o Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJDA) aplicou pena de 30 anos de suspensão a Simone Alves da Silva. Dona de diversos recordes no atletismo, ela pegou 30 anos de suspensão. A pena incomum em extensão lhe foi aplicada por ser a terceira vez que é flagrada num exame antidoping. Dessa vez pelo uso (também de novo) da substância proibida Eritropoetina Recombinante (EPO), hormônio que aumenta a capacidade de transporte de oxigênio no sangue, elevando a resistência física. A sanção praticamente encerra a carreira profissional de Simone.

Ministério Público
Fogo amigo

Com aval de Raquel Dodge, a Corregedoria Nacional do Ministério Público abriu uma reclamação disciplinar contra o ex-procurador-geral Rodrigo Janot, seu chefe de gabinete Eduardo Pellela e Marcelo Muller – esse sob suspeita de ter ajudado delatores do grupo J&F a negociar acordo de delação premiada. A denúncia partiu de um dos subprocuradores da República, contra atos praticados pelo trio.

 


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