Aos 80 anos, Eliana Pittman segue em plena atividade: confira turnês e lançamentos

A cantora Eliana Pittman
A cantora Eliana Pittman Foto: Samuca Kim/Divulgação

No dia em que completa 80 anos, Eliana Pittman não olha para o passado, mas o celebra em plena atividade. Ícone de versatilidade, pioneirismo e excelência na cultura brasileira, a cantora e atriz vive um dos momentos mais intensos de sua carreira, com uma série de novos projetos que reforçam seu status de lenda em constante movimento.

“Chegar aos 80 anos com saúde, voz firme e tantos projetos é uma bênção. Sinto que estou colhendo os frutos de uma vida inteira dedicada à arte”, afirma a artista.

Celebração em plena atividade

Longe de uma pausa comemorativa, Eliana está nos palcos, nos estúdios e nas livrarias. Sua agenda para celebrar as oito décadas inclui:

  • Três Turnês Simultâneas: O público pode vê-la em três espetáculos distintos: “Eliana Pittman canta Jorge Aragão”, com o repertório de seu novo álbum; “Do Samba ao Carimbó”, um mergulho em seus sucessos dos anos 1970; e “Pérolas Negras”, um show potente ao lado das amigas Alaíde Costa e Zezé Motta.
  • Novos Lançamentos: Um álbum de jazz, que revisita suas origens musicais, está previsto para 20 de novembro. Além disso, um documentário inédito sobre sua vida e uma biografia oficial, escrita pelo historiador Daniel Saraiva, serão lançados ainda em 2025.

Pioneirismo, versatilidade e reconhecimento 

A carreira de Eliana Pittman, iniciada em 1961 ao lado do padrasto e saxofonista Booker Pittman, é marcada por quebrar barreiras. Ela transitou com maestria pelo jazz, bossa nova, samba e foi coroada “Rainha do Carimbó” com sucessos como “Mistura de Carimbó” e “Sinhá Pureza”. Canções como “Das Duzentas pra Lá” e “Abandono” (posteriormente gravada por Roberto Carlos) se tornaram clássicos.

Sua importância transcendeu a música. Eliana foi a única artista brasileira a estampar a capa da revista norte-americana Ebony, em 1965, um marco para a representatividade negra. Com shows em dezenas de países, ela dividiu o palco com lendas como Sammy Davis Jr. e se apresentou no icônico Olympia, em Paris.

Sua veia de atriz também brilhou, com atuações premiadas no teatro, como no musical “7”, e participações em produções de TV na Globo e na Netflix, como “Coisa Mais Linda” e “A Sogra que Te Pariu”.

Referência de potência vocal, elegância e afirmação da identidade negra, Eliana Pittman chega aos 80 anos não como uma peça de museu, mas como uma força criativa que continua a emocionar plateias e a inspirar novas gerações.