Ao menos 15 guerrilheiros do ELN abatidos pelo Exército colombiano na fronteira com a Venezuela

Militares colombianos abateram ao menos 15 rebeldes da guerrilha ELN em meio a uma ofensiva contra o narcotráfico pactuada entre os presidentes Gustavo Petro e Donald Trump, segundo um novo balanço do Exército informado à AFP nesta quinta-feira (5).

O ataque foi realizado na quarta-feira na região do Catatumbo, fronteiriça com a Venezuela, após o primeiro encontro na Casa Branca entre Petro e Trump, no qual eles apararam arestas e se comprometeram a enfrentar conjuntamente as guerrilhas e os cartéis da droga.

O Exército havia informado um balanço inicial de sete mortos, nessa ofensiva que incluiu bombardeios e ataques com canhões em meio à vegetação densa e repleta de plantações de folha de coca.

Um responsável do Exército disse à AFP que nesta operação não houve participação das forças americanas.

Após os bombardeios, o Exército desmantelou vários acampamentos guerrilheiros e encontrou drones, “mais de 200 granadas”, 15 fuzis, várias armas curtas e “munições abundantes”, afirmou o general Hugo López, comandante das Forças Militares, em entrevista à Blu Radio.

Petro e Trump acordaram na terça-feira, na Casa Branca, combater conjuntamente três dos principais chefes criminosos da Colômbia: Iván Mordisco, das dissidências das Farc; Chiquito Malo, do Clã do Golfo; e Pablito, terceiro na linha de comando do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Em rejeição a esses acordos, o principal cartel da cocaína conhecido como Clã do Golfo rompeu as negociações de paz no Catar que mantinha com o governo.

As conversas com o ELN já haviam ido por água abaixo em janeiro de 2025, depois de uma ofensiva dessa guerrilha contra rebeldes das dissidências das Farc, nas quais morreram mais de uma centena de pessoas e dezenas de milhares foram deslocadas.

A seis meses de deixar a presidência e pressionado por Washington, Petro mudou sua política de paz com os grupos armados por um combate frontal contra o narcotráfico.

Na Colômbia não há reeleição presidencial, mas Petro aspira manter suas forças políticas no poder.

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