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Ao L!, Bruno Maia relembra dificuldades financeiras do Vasco: ‘Não é uma coisa fácil de conviver’

Ex-Vice Presidente de Marketing do Vasco foi o convidado do 'De Casa com o LANCE!' na última terça-feira

Ao L!, Bruno Maia relembra dificuldades financeiras do Vasco: ‘Não é uma coisa fácil de conviver’

Primeiro vice-presidente de marketing da gestão de Alexandre Campello, Bruno Maia teve um difícil desafio. Era preciso modernizar a imagem de um clube que bloqueava torcedores nas redes sociais para angariar uma nova geração de torcedores. Não foi fácil, é claro, mas em dois anos, um bom trabalho foi desempenhado.

Em entrevista ao LANCE!, Bruno revelou que sentia um certo ‘preconceito’ com o marketing do futebol. Quando aceitou o convite de Alexandre Campello, viu que a rotina não era nada daquela que ele pensava.

– Não teve choque de realidade, era melhor que eu imaginava. Tinha medo de segurança, de andar na rua, fiquei paranoico no início. Entrei em um ambiente no qual você não anda facilmente sozinho. Também me enganei com muita gente, não me enganei com várias pessoas mas, via de regra, fui muito bem tratado. Fui muito bem tratado no aspecto pessoal, nunca sofri ameaça, que era a coisa que temia ainda mais naquela carga toda pesada que a imagem que o Eurico trazia – afirmou.

Bruno também citou o episódio de boas-vindas do clube. Logo no início de sua participação, acabou sendo criticado pelo ex-presidente Eurico Miranda com uma nota. Ali, ele sentiu o clima da política cruzmaltina.

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– Logo no início, o Eurico fez uma nota me achincalhando, mas ao mesmo tempo ele gerava amor e ódio. Quem odiava ele passou a me amar imediatamente. Mas de resto, o que me chateia muito do Vasco ter um quadro deste é de ver que o futebol está muito ocupado por quem trata não com um olhar de gestão. Não há um olhar mais profundo, algumas coisas são frágeis, inconsistentes – relembrou.

O Vasco convive com problemas financeiros há muitos anos e passa por uma reestruturação interna para tentar estancar a sangria. Mas com tantos processos, penhoras e boletos vencidos, salários atrasados acabaram se tornando uma triste rotina dos últimos anos. Bruno relembrou a convivência com os tais problemas financeiros e como funciona o dia a dia em tais condições.

– Não pode um clube com 10 milhões de torcedores ter salários atrasados sempre. Eu me lembro que fiz uma reunião executiva, fiz cobranças e na saída de São Januário alguém me disse: “pô, Bruno, vai devagar, a galera tá com quatro meses de salários atrasados”. O pessoal sem vale-transporte. Não é uma coisa fácil de conviver – completou.

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