Ão, ão, ão… no colo do Centrão! Bem feito. Bolsonaro e Lira se merecem

Crédito: Reprodução/ Facebook

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Quando um sujeito da estirpe de Arthur Lira perde a paciência com um sujeito da estirpe de Jair Bolsonaro, meus caros, é porque a coisa é muito, mas muito pior do que imaginamos e vemos diariamente.

Lira simplesmente ameaçou o verdugo do Planalto, ao vivo e em cores para todo o Brasil, do alto da cadeira da Presidência da Câmara, com, na melhor das hipóteses, uma CPI, e na pior, com o impeachment.

Aspas para o Rei do Centrão, apoiado pelo próprio amigo do Queiroz, para o comando da Câmara dos Deputados: “Eu estou apertando hoje o sinal amarelo”. Pois é. Quem te viu e quem te vê, hein, Arthur?

Muitos poderão dizer que Lira e seu bando querem apenas botar pressão para barganhar mais cargos e verbas. Sim, é uma hipótese bastante plausível, mas não excludente com a ameaça feita nesta semana.

O que ocorre chama-se, além de oportunismo, instinto de sobrevivência; literalmente falando. Além da sobrevivência política, estamos falando de vida ou de morte. O coronavírus bateu às portas de Brasília. Ponto.


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Agora já não há hospitais também para os engravatados e suas famílias. E o risco não é só padecer por Covid-19, mas por infartos, derrames, tumores e até por uma simples apendicite aguda, perfeitamente tratável.

Além disso, a maioria dos deputados do Centrão é do Norte e Nordeste brasileiros. A carência hospitalar nessas regiões é ainda mais dramática, e as famílias desses senhores vivem por lá. Quem tem pais e filhos tem medo.

Eis aí o motivo, na minha opinião, é claro, do ultimato ao devoto da cloroquina. Essa gente deixou o pai do senador das rachadinhas e da mansão de 6 milhões de reais livre, leve e solto durante um ano inteiro.

Permitiu que esse psicopata promovesse arruaças e aglomerações, que espalhasse notícias falsas, que fizesse propaganda de tratamentos fictícios e nem sequer importasse as vacinas que tanto precisamos.

Assistiu, do conforto dos gabinetes e verbas milionárias, a população morrer como moscas, sem hospitais, vacinas e oxigênio, enquanto o maníaco do tratamento precoce zombava da nossa tristeza infinita.

Antes tarde do nunca, é verdade. Mas o “tarde” é realmente muito tarde. Com 100 mil casos e 3 mil mortes por dia, não há CPI e impeachment que resolvam. A conta será cobrada também do Congresso Nacional.

O sinal amarelo está aceso para o maridão da “Micheque”, mas o vermelho já se acendeu há meses para o País. Por mim, Lira, seu bando e o sociopata travestido de presidente podem ir tomar no centrão daquele lugar.

Juntos, eles ajudaram a matar 300 mil brasileiros e a enlutar milhões de familiares e amigos. Eles se merecem! Mas nós também os merecemos. Afinal, não caíram do céu. Se estão lá é porque os colocamos onde não deveríamos.

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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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