A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a ampliação do prazo de uso do Implanon NXT, método contraceptivo hormonal implantado sob a pele do braço. Com a mudança, o período aprovado de utilização passa de três para cinco anos.
A decisão representa uma atualização importante para mulheres que utilizam o método e para profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento e pela substituição do dispositivo.
O Implanon é um pequeno implante flexível que libera continuamente o hormônio etonogestrel, responsável por impedir a ovulação e reduzir as chances de gravidez.
A ampliação do prazo foi autorizada com base na avaliação de dados científicos apresentados à agência reguladora.
O que muda para quem já utiliza o Implanon?
Até então, a orientação aprovada no Brasil previa a substituição do implante após três anos de utilização.
Com a atualização regulatória, o dispositivo passa a ter prazo aprovado de cinco anos, conforme as condições estabelecidas pela Anvisa.
Na prática, a mudança pode reduzir a necessidade de procedimentos de retirada e colocação de um novo implante ao longo do tempo.
Entretanto, mulheres que já utilizam o método devem procurar orientação médica antes de alterar a data de substituição anteriormente recomendada.
A avaliação individual é importante para verificar o modelo utilizado, a data de inserção e eventuais condições clínicas que exijam acompanhamento específico.
Como funciona o contraceptivo?
O Implanon é inserido na região interna do braço por um profissional de saúde habilitado.
O dispositivo libera pequenas quantidades de etonogestrel na corrente sanguínea, oferecendo proteção contraceptiva prolongada.
Entre as principais características do método estão a alta eficácia, a longa duração e a possibilidade de retirada antes do prazo máximo de utilização.
Após a remoção, a fertilidade pode retornar rapidamente.
O implante não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, como HIV, sífilis e gonorreia. Por isso, o uso de preservativos continua sendo recomendado para prevenção dessas infecções.
Anvisa também atualiza orientações após o parto
Além da ampliação do prazo de utilização, a decisão regulatória contempla mudanças nas condições de inserção do implante após o parto ou aborto.
Essas atualizações devem ser observadas pelos profissionais responsáveis pelo procedimento, considerando a situação clínica de cada paciente.
No caso de mulheres que estão amamentando, a escolha do momento de inserção deve seguir as recomendações aprovadas e a avaliação médica.
Quais são os possíveis efeitos colaterais?
Assim como outros métodos contraceptivos hormonais, o Implanon pode provocar efeitos adversos.
Entre os mais relatados estão alterações no padrão menstrual, sangramentos irregulares, ausência de menstruação, dor de cabeça, acne e sensibilidade nas mamas.
A intensidade e a frequência dessas manifestações variam de pessoa para pessoa.
O método também apresenta contraindicações que precisam ser avaliadas antes da inserção.
Por isso, a escolha do contraceptivo deve considerar o histórico de saúde, as preferências da paciente e a orientação de um profissional habilitado.
Implanon está disponível no SUS?
O implante contraceptivo passou a integrar as estratégias de ampliação do acesso a métodos de longa duração na rede pública de saúde.
A disponibilidade prática pode variar conforme a implementação do serviço e a organização da rede local.
Mulheres interessadas devem procurar uma unidade básica de saúde para verificar os critérios de atendimento, a oferta do método e a necessidade de encaminhamento.
É preciso trocar o implante imediatamente?
A ampliação do prazo aprovado não significa que todas as usuárias precisem realizar algum procedimento agora.
Também não significa que seja seguro manter qualquer implante além da data originalmente indicada sem orientação profissional.
O mais adequado é confirmar com o serviço de saúde responsável se a nova autorização se aplica ao dispositivo utilizado e qual deve ser a data atualizada de acompanhamento ou substituição.
A mudança amplia as possibilidades de planejamento reprodutivo, mas a decisão sobre o uso do método deve continuar sendo individualizada.
Da IstoÉ Saúde