SÃO PAULO, 10 NOV (ANSA) – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou nesta terça-feira (10) que a interrupção dos testes da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, foi uma decisão “técnica”.
“As informações veiculadas ontem foram consideradas insuficientes e incompletas para que ontem fosse possível continuar permitindo o desenvolvimento vacinal. Diante de informações incompletas, a área técnica só tem uma decisão a tomar”, explicou o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.
A medida foi tomada após um “evento adverso grave” ter sido constatado no dia 29 de outubro, para avaliar os “dados observador até o momento e julgar sobre o risco/benefício da continuidade do estudo”.
De acordo com Torres, a suspensão dos ensaios clínicos ocorreu por um órgão técnico da Anvisa, a Gerência Geral de Medicamentos (GGMED), sem passar pelo colegiado dos diretores.
“Nos desenvolvimentos tem eventos adversos, como dor ou vermelhidão. E tem graves, que vão desde internação com risco, sequela e até mesmo ao óbito”, acrescentou o diretor-presidente da Anvisa, prestando solidariedade à vítima.
A causa da morte do voluntário, um homem de 33 anos, foi suicídio, segundo boletim de ocorrência obtido pela TV Globo.
Conforme revelado no documento, registrado às 16h02 em uma delegacia da zona Oeste de São Paulo, a vítima foi encontrada desmaiada e com uma seringa perto do braço e várias ampolas pela polícia militar.
A expectativa é de que o laudo do Instituto Médico Legal (IML) seja divulgado às 17h (horário local). (ANSA)