ROMA, 9 FEV (ANSA) – O físico e pesquisador científico italiano Antonino Zichichi, especializado em física de partículas, área à qual deu contribuições significativas, faleceu nesta segunda-feira (9), aos 96 anos.
Natural de Trapani, no sul da Itália, Zichichi era conhecido por sua longa luta contra a astrologia e, de forma mais ampla, contra as superstições, que costumava chamar de “Hiroshima cultural”.
O estudioso também foi uma figura bastante controversa na comunidade científica em razão de suas crenças católicas, de suas duras críticas à teoria da evolução darwiniana, que considerava carente de evidências científicas suficientes, e de sua postura abertamente negacionista em relação à ligação entre a atividade humana e as mudanças climáticas. Segundo ele, os modelos matemáticos utilizados nesses estudos eram pouco confiáveis.
Zichichi liderou a equipe de pesquisa que observou, pela primeira vez, o antideuteron, uma partícula de antimatéria composta por um antipróton e um antineutron. Também chefiou pesquisadores da Universidade de Bolonha, onde era professor emérito, durante os primeiros experimentos sobre colisões entre matéria e antimatéria.
“Hoje, Antonino Zichichi, um gigante do nosso tempo, nos deixou. Um grande cientista que honrou a Itália com seu trabalho e um excelente divulgador científico, que soube tornar acessível o que parecia incompreensível”, escreveu a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.
A chefe de governo destacou ainda que Zichichi “sempre defendeu que a razão e a fé não são inimigas, mas aliadas”.
(ANSA).