Os incidentes antissemitas nos Estados Unidos se mantiveram em níveis próximos ao recorde em 2018, um ano em que ocorreu o dobro de agressões físicas contra judeus que em 2017 – aponta um informe da Liga Antidifamação publicado nesta terça-feira (30).
Três dias depois de um homem armado matar uma pessoa e ferir três na sinagoga de Jabad de Poway, perto de San Diego, Califórnia, a Liga Antidifamação (ADL) publicou seu informe anual sobre incidentes antissemitas, como faz desde a década de 1970.
O ano de 2017 marcou um aumento sem precedentes em tais incidentes, com 1.986 casos de perseguição, vandalismo e ataques antissemitas, disse a organização judaica.
Em 2018, houve 1.879 incidentes constatados, o terceiro registro mais alto desde a década de 1970.
Enquanto os incidentes de vandalismo diminuíram ligeiramente em 2018 – 774 contra 952 em 2017 -, os casos de perseguição aumentaram (1.066 incidentes contra 1.015).
Enquanto isso, as agressões físicas dobraram em comparação com 2017, chegando a 39 incidentes que resultaram em 59 vítimas, incluindo 11 mortes e duas lesões pelo ataque de outubro passado em uma sinagoga em Pittsburgh, na Pensilvânia.
Quase todos os estados dos EUA foram afetados, mas Califórnia e Nova York foram os que tiveram mais incidentes, com 341 e 340, respectivamente.
“Trabalhamos arduamente para rechaçar o antissemitismo e conseguimos melhorar as leis de crimes de ódio. Ainda assim, continuamos experimentando um número alarmantemente elevado de atos antissemitas”, disse o diretor-executivo e diretor nacional da ADL, Jonathan Greenblatt.