Antério Mânica enfrenta novo julgamento após 18 anos da chacina de Unaí

Fazendeiro acusado de ser mandante da execução de quatro fiscais do trabalho teve sentença anulada em 2018

Crédito: José Cruz/Agência Brasil

(Crédito: José Cruz/Agência Brasil)

Atualização segunda (30/5), 12h30: Mânica, acusado de ser um dos mandantes da chacina, foi condenado a 64 anos de prisão, em regime fechado. Ele poderá recorrer em liberdade.

Auditores fiscais esperam que, 18 anos depois, o fazendeiro Antério Mânica seja condenado pelo crime conhecido como Chacina de Unaí (MG), quando quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego foram brutalmente assassinados na zona rural da cidade. Mânica será novamente julgado hoje, pelo Tribunal do Júri da Justiça Federal em Belo Horizonte.


“Não há mais espaço para recursos procrastinatórios após 18 anos em que o caso se arrasta e a impunidade prevalece. Todos precisam cumprir as penas estabelecidas numa demonstração exemplar de punição dos culpados”, afirma à Coluna Rosa Jorge, diretora do Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait).

Mânica foi julgado em 2015 e condenado a 100 anos de prisão, mas teve a sentença anulada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região em 2018, o que lhe deu direito a novo julgamento. Por 2 votos a 1, os desembargadores acolheram o argumento dos advogados de Mânica, que alegou fragilidade de provas apresentadas no processo. Basearam-se em confissão de um irmão de Mânica, Norberto, que assinou carta confissão sobre ser o mandante.

A defesa dos fiscais recorreu, apresentou versão de que a confissão foi uma clara tentativa de isentar Antério e influenciar o resultado do julgamento, e ganhar mais tempo.






Sobre o autor

Leandro Mazzini começou a carreira jornalística em 1996. É graduado em Comunicação Social pela FACHA, do Rio de Janeiro, e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. A partir de 2000, passou por ‘Jornal do Brasil’, ‘Agência Rio de Notícias’, ‘Correio do Brasil’, ‘Gazeta Mercantil’ e outros veículos. Assinou o Informe JB de 2007 a 2011, e também foi colunista da Gazeta. Entre 2009 e 2014 apresentou os programas ‘Frente a Frente’ e ‘Tribuna Independente’ (ao vivo) na REDEVIDA de Televisão, em rede, foi comentarista político do telejornal da Vida, na mesma emissora e foi comentarista da Rede Mais/Record TV em MG. Em 2011, lançou a ‘Coluna Esplanada’, reproduzida hoje em mais de 50 jornais de 25 capitais e interior Foi colunista dos portais ‘UOL’ e ‘iG’ desde então, e agora escreve no blog que leva seu sobrenome no portal da ‘Revista Isto É’, onde conta com o trabalho dos jornalistas Walmor Parente, Carolina Freitas e Sara Moreira, além de correspondentes no Rio e Recife. É também comentarista das rádios ‘JK FM’ em Brasília, ‘Super TUPI’, do Rio, e ‘Rádio Muriaé’.


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