De volta às novelas em ‘Dona Beja’, André Luiz Miranda celebra boa fase na carreira

O ano de 2026 é de estreias para ator, que também estará na próxima novela das 18h da Globo e na série ‘Veronika’, do Globoplay

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André Luiz Miranda. Foto: Divulgação.

O ano começou com tudo para o ator André Luiz Miranda, 38 anos, com três estreias marcadas ao longo de 2026 em grandes produções na TV e no streaming. A primeira delas, “Dona Beja”, nova versão do folhetim originalmente exibido em 1986 (Manchete), aconteceu na segunda-feira, 2, pela HBO Max.

Na trama, ele dá vida ao advogado João Carneiro de Mendonça, um dos personagens centrais, que é apaixonado pela protagonista, Dona Beja, personagem de Grazzi Massafera, e se torna rival de seu então amigo de infância, Antônio Sampaio, vivido por David Junior, na disputa pelo amor da dona do bordel.

Celebrando 28 anos de carreira e contabilizando 13 novelas, nove séries e três longas-metragens no currículo, André celebra a boa fase, com participação em outras produções inéditas. A partir do dia 16 de março ele poderá ser visto em “A Nobreza do Amor”, na próxima novela das 18h da TV Globo, que vai substituir “Êta Mundo Melhor!”, além de integrar o elenco da série “Veronika”, do Globoplay, onde dá vida ao inspetor Cristiano Olegário.

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O artista também estará na segunda temporada de “Galera FC” (HBO Max), interpretando o personagem Wendell, e no longa-metragem “O Deserto de Luiza”, dirigido por Alan Minas, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026.

“Comecei no audiovisual muito novo e sempre emendei um trabalho no outro. Venho ao longo desses anos construindo uma carreira sólida, com personagens importantes que se destacam na minha história profissional. E eu tenho um carinho especial por cada um deles”, declara o ator para IstoÉ Gente.

Além das produções inéditas, o artista pode ser visto na série “Arcanjo Renegado” (Globoplay) e nas reprises de “Terra Nostra” – onde foi uma das primeiras crianças negras a participar de uma novela de horário nobre – e “Floribella”, sucesso nos anos 2005/2006 na Band e atualmente exibida pelo HBO MAX.

Trajetória

André cresceu e amadureceu profissionalmente aos olhos do público interpretando personagens que marcaram sua trajetória. Nascido em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o ator começou sua vida profissional na década de 1990 como modelo infantil de uma campanha publicitária na Revista Manchete, e logo em seguida ganhou seu primeiro grande trabalho no audiovisual, ficando por dois anos como garoto propaganda da Prefeitura do Rio. Mas foi interpretando o menino Tiziu que ganhou notoriedade nacional e conquistou de vez o carinho do público. 

Filho de uma empregada doméstica que trabalhava numa casa formada por profissionais de publicidade, muitas vezes teve que acompanhar sua mãe no trabalho. Sempre muito comunicativo e carismático, o então pequeno André despertou a atenção e logo sua mãe recebeu a sugestão de procurar uma agência de talentos para criança.

“Lá eu aprendi muita coisa, participei de aulas de teatro, cursos de vídeo, entre outros”, rememora André.

Sempre inquieto e interessado em crescer na profissão, em 2017 André foi convidado a participar da Oficina Afrobrasilidade, dentro do Projac, com direção de Lázaro Ramos, Kiko Mascarenhas e Zebrinha, onde foi escolhido com mais cinco atores para fazer parte do espetáculo “O Jornal – The Rolling Stone”, que rodou o Brasil e participou de diversos festivais. Abordando a homofobia e a repressão, a trama é baseada em um jornal real de Uganda que publicou listas de homossexuais para incitar a violência. 

Dentre os principais trabalhos do ator na TV estão as novelas “Aquarela do Brasil”; “Malhação”; “Gênesis”; “Avenida Brasil” e “Cama de Gato”. Ele esteve também nas séries “Sítio do Pica Pau Amarelo”; “A Casa das Sete Mulheres”; “Brava Gente”; “Carga Pesada” e “Filhos da Pátria”. Nos cinemas pôde ser visto em “Nosso Lar” e “O Amor dá Voltas”. No teatro, integrou o elenco das peças “Momentos Mágicos”; “O Patinho Feio”; “Capitães de Areia” e “Índigo Blues”, entre outras produções.

Tendo como referência grandes nomes da dramaturgia brasileira, como Milton Gonçalvez, Antônio Pompeu, Zezé Motta e Lázaro Ramos, André avalia como positivo o atual momento do audiovisual para o protagonismo negro.

“Nós estamos num momento muito importante com essa gama de trabalhos sendo protagonizados por atores negros. Eu acho que eles entenderam que o povo quer se ver, que o povo quer se enxergar, então aí está a receita: nossas histórias sendo feitas por nós e para os nossos. É importantíssimo quebrar esses estereótipos, esse racismo estrutural que vem permeando nossa sociedade ao longo do tempo. Tendo diretores, autores, atores, roteiristas e protagonistas negros, podemos mostrar para os nossos jovens que eles podem ser o que eles quiserem”, finaliza.