Ancine investiga “Dark Horse” por gravações sem comunicação

Agência aponta irregularidades em filme sobre Bolsonaro e multa produtora em até R$ 100 mil

Ancine investiga "Dark Horse" por gravações sem comunicação

Agência aponta que gravações do longa Dark Horse no Brasil não foram comunicadas previamente; multa pode chegar a R$ 100 mil

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) instaurou um processo administrativo contra a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação apura supostas irregularidades relacionadas às filmagens realizadas em território brasileiro.

Segundo a agência, o longa é classificado como uma produção estrangeira e, por isso, deveria ter comunicado previamente à Ancine a realização das gravações no Brasil, conforme determina a legislação que regula o setor audiovisual. A autarquia afirma que essa etapa não foi cumprida pela produtora.

Multa pode variar entre R$ 2 mil e R$ 100 mil

Caso as irregularidades sejam confirmadas ao fim do processo administrativo, a Go Up Entertainment poderá ser penalizada com multa que varia de R$ 2 mil a R$ 100 mil, valor que será definido pela Superintendência de Fiscalização da Ancine. A eventual sanção, no entanto, não impede o lançamento comercial do filme.

A produtora foi notificada oficialmente no fim de julho e terá oportunidade de apresentar sua defesa antes da conclusão do processo.

Filme retrata trajetória de Bolsonaro

Dark Horse é uma produção em língua inglesa estrelada pelo ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo. O longa acompanha a trajetória política de Jair Bolsonaro, com foco na campanha presidencial de 2018 e no atentado a faca sofrido durante a corrida eleitoral.

As gravações ocorreram em diferentes locais do Brasil e também no exterior. O filme tem direção de Cyrus Nowrasteh e roteiro assinado pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP