Cultura

‘Amizade dolorida’ fala de tabus com humor

Depois de Special, a série Amizade Dolorida (Bonding) também está na lista de produções para se assistir em uma manhã, ou quem sabe mais tarde, já que, ao contrário da comédia colorida de Ryan O’ Connel, Amizade Dolorida fala de… Fetiches.

Mas não comece imaginando algo estranho demais, porque a única regra é fazer rir. Criada por Richard Doyle e disponível na Netflix, a comédia mostra em sete episódios, com pouco mais 14 minutos de duração, a história de Tiff (Zoa Levin), uma estudante de psicologia, que frequenta a faculdade nas manhãs e, fora da escola, é conhecida como Mistress May, uma dominatrix. Seu negócio de BDSM (Bondage, Disciplina, Submissão e Masoquismo) é satisfazer os desejos de seus clientes, sem julgar nenhum deles e sem envolvimento sexual.

Para garantir sua segurança durante os atendimentos, a garota chama o antigo colega de escola, Pete, e o convida para ser seu assistente. A notícia o deixa chocado, mas a falta de dinheiro fala mais alto. A partir daí, encrencas envolvendo roupas de látex e fantasias de pinguim estarão juntas no pacote. Para Tiff, é simples manter a rotina de estudante e dominatrix, mas é na faculdade que as fronteiras serão testadas pelo colega Josh (Theo Stockman), que se interessa pela moça e deseja conhecê-la.

O rapaz com cara de bom moço e de coração mole nunca estaria preparado para conhecer Mistress May, e Tiff sabe que precisará evitar que suas identidades se misturem. Mesmo assim, é na primeira temporada de Amizade Dolorida que ocorre um desajeitado encontro entre o rapaz que se atropela na sinceridade das palavras e a garota acostumada a ter tudo sob controle.

Outros personagens também se destacam, como a mulher interpretada por D’Arcy Carden, de The Good Place, que contrata os trabalhos de Mistress May após descobrir que seu marido tem alguns desejos peculiares. É interessante que a série não quer debater os tabus do desejo, mas esclarecer detalhes desse universo, como a própria Tiff diz para o colega: “Todo mundo acha que a dominação é só um trabalho sexual. Para mim, é só a libertação da vergonha.” E vergonha é algo que Pete tem bastante, já que ele fracassa como comediante em um bar. Ao longo da série, ele vai achar que não tem talento ou que não é nada engraçado. Há quem diga que para tudo tem uma primeira vez. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.