Amigos e familiares de Eric Dane criaram uma campanha com a meta de arrecadar US$ 250 mil (cerca de R$ 1,29 milhão) para assegurar o futuro das duas filhas do ator.
A vaquinha foi organizada na plataforma GoFundMe após a morte do artista, que enfrentava a esclerose lateral amiotrófica (ELA). A mobilização já reúne pessoas próximas ao ator, incluindo Sam Levinson, criador da série Euphoria e responsável por um dos últimos trabalhos de Dane na TV, que aparece até agora como o maior doador, com US$ 27 mil (aproximadamente R$ 139,6 mil).
Na descrição, os organizadores ressaltam que a ex-esposa, Rebecca, e as filhas sempre foram o “centro de sua vida”. O texto também lembra que, depois do diagnóstico, o ator passou a atuar de forma ativa na conscientização sobre a doença. “Mesmo com a saúde fragilizada, ele manteve um forte compromisso em apoiar outras pessoas que vivem com essa condição devastadora”, afirma o comunicado.
De acordo com os responsáveis pela iniciativa, a progressão da enfermidade foi mais rápida do que o previsto, o que impulsionou a criação da campanha. “Qualquer valor doado contribuirá para garantir estabilidade neste momento delicado e no futuro das filhas de Eric”, acrescenta a mensagem.
Estimativas indicam que o patrimônio de Dane era de cerca de US$ 7 milhões (aproximadamente R$ 35 milhões), incluindo propriedades de alto padrão nos Estados Unidos.
Eric Dane morreu aos 53 anos, na quinta-feira, 19, em decorrência de complicações da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Em comunicado divulgado à imprensa, a família informou que, durante a jornada com a doença, ele se dedicou à conscientização e ao incentivo à pesquisa, além de agradecer o apoio do público. O texto também destacou que o ator passou os últimos dias ao lado da esposa e das filhas.
Dane ganhou projeção nacional nos anos 2000 ao integrar o elenco da série “Grey’s Anatomy” como o cirurgião plástico Mark Sloan, conhecido como “McSteamy”. Entre 2006 e 2012, o personagem se tornou um dos nomes centrais do drama médico, com retorno em participação especial em 2021.
Em 2019, o ator assumiu um papel distinto ao interpretar Cal Jacobs em “Euphoria”, série da HBO. Na produção, ele viveu um empresário casado que lida com conflitos pessoais e familiares, ampliando seu alcance para uma nova geração de espectadores.
Relembre a carreira do ator
Eric Dane nasceu em San Francisco, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, em 1972. Ele estudou na San Mateo High School e decidiu seguir a carreira artística após participar de uma montagem escolar da peça “All My Sons”, de Arthur Miller.
Depois de se mudar para Los Angeles com apenas 40 dólares no bolso, enfrentou um período difícil, marcado por festas e problemas pessoais. Os primeiros trabalhos na TV foram participações em séries como “Uma Galera do Barulho”, “Anos Incríveis”, “Roseanne” e “Um Amor de Família”.
Em 2003, Eric Dane ganhou mais destaque ao integrar o elenco da sexta temporada de “Charmed”, interpretando Jason Dean. Pouco depois, participou de “X-Men: O Confronto Final” como o mutante Múltiplo.
Em 2006, alcançou grande sucesso ao entrar para “Grey’s Anatomy”, onde permaneceu por sete temporadas. Em seguida, passou a protagonizar a série pós-apocalíptica “The Last Ship”, em 2014.
No cinema, participou de produções como “Idas e Vindas do Amor” (2010), “Marley e Eu” (2008) e “Burlesque” (2010).
Vida pessoal
O ator se casou em 2004 com a atriz Rebecca Gayheart, com quem teve duas filhas: Billie, nascida em 2010, e Georgia, em 2011. Em 2018, a esposa pediu o divórcio, mas solicitou o cancelamento do processo em março de 2025.
A luta contra depressão e dependência de medicamentos para a dor foi aberta ao público. O problema começou quando o artista sofreu uma lesão esportiva. Em 2011, passou por reabilitação.
Doença degenerativa
Em abril de 2025, Dane revelou em entrevista para a revista People que havia sido diagnosticado com ELA – esclerose lateral amiotrófica –, uma doença que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e acarreta paralisia motora.
Com o avanço da condição, o paciente perde gradualmente a capacidade de falar, de se alimentar, de caminhar e de respirar independentemente. Não há cura, mas existem medicamentos que retardam a progressão da doença.