Após 32 anos de buscas, a americana Christina Marie Plante, hoje com 44 anos, foi oficialmente identificada na última quarta-feira, 1º, pelo Gabinete do Xerife do Condado de Gila, no estado do Arizona. O caso, inicialmente tratado como desaparecimento suspeito, teve um desfecho surpreendente: ela nunca foi raptada, mas fugiu de casa com a ajuda de familiares.
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O que aconteceu
- O desaparecimento de Christina Plante, que durou 32 anos, foi oficialmente encerrado pelas autoridades do Arizona.
- A mulher, que foi dada como desaparecida em 1994, foi localizada e afirmou nunca ter sido sequestrada, mas sim fugido de casa.
- Familiares teriam ajudado Plante a sair de casa devido a uma disputa de custódia parental à época.
Christina Marie Plante entrou na lista de pessoas desaparecidas em 1994, quando foi vista pela última vez saindo de casa a pé em direção ao estábulo para cuidar de seu cavalo. À época, ela morava em Star Valley, uma pequena comunidade a noroeste de Phoenix, no Arizona.
Ainda segundo informações do The Washington Times, as circunstâncias do desaparecimento de Plante foram classificadas como suspeitas. Com o tempo, as investigações foram perdendo intensidade. No entanto, o caso, que permanecia aberto, era periodicamente revisto. Até que na última quarta-feira, 1º, o processo foi oficialmente encerrado.
Como a investigação foi reaberta?
O caso ganhou novo fôlego após uma análise aprofundada feita pela Unidade de Casos Arquivados do Gabinete do Xerife. Esta unidade foi criada com a missão de desvendar investigações inconclusivas. Antes de localizar Plante, as autoridades haviam feito um novo apelo público, desta vez com dados atualizados e tecnologias avançadas para projetar a aparência da mulher ao longo dos anos.
Os detalhes específicos sobre a investigação, no entanto, não foram divulgados. De acordo com uma nota oficial do Gabinete do Xerife do Condado de Gila, a decisão foi tomada “em respeito à privacidade e ao bem-estar de Plante”.
A fuga da americana e a disputa judicial
A reviravolta no caso veio por meio de uma declaração da própria Christina Plante, logo após o encerramento do caso. Ela afirmou nunca ter sido raptada, mas sim decidido fugir de casa com a ajuda de familiares.
Na sexta-feira, 3, o vice-xerife do Condado de Gila, James Lahti, declarou à NBC News que as autoridades não tinham essa informação antes de localizá-la. “Até então não sabíamos onde ela estava e tínhamos a impressão de que ela havia sido sequestrada”, disse Lahti.
Terry Hudgens, um ex-vice-xerife do Condado de Gila que investigou inicialmente o desaparecimento da jovem adolescente – conhecida como “Tina” –, disse em entrevista na quinta-feira, 2, que estava intrigado com o interesse repentino neste caso. Segundo ele, à NBC News, o caso foi considerado resolvido pouco depois de a menina ter sido dada como desaparecida, apesar de ter mantido o status de aberto até a semana passada.
De acordo com Hudgens, a declaração de Plante reforça uma antiga linha de investigação: que o sumiço da garota foi resultado de uma disputa de guarda. Segundo ele, o pai tinha a guarda da adolescente, mas ela queria morar com a mãe. Um encontro teria sido combinado entre as duas, mãe e filha, que seguiram para o aeroporto em Phoenix, deixando o estado e “talvez o país”. “Era uma disputa de custódia”, afirmou Hudgens à NBC News.