ROMA, 5 JAN (ANSA) – A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (5) que a América “não pertence a uma doutrina ou a uma potência”, após uma operação militar deflagrada pelos Estados Unidos levar à força o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cília Flores, para Nova York.
“O México mantém sua convicção de que a América não pertence a uma doutrina ou a uma potência. O continente americano pertence aos povos de cada um dos países que o compõem”, disse Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa matinal.
Segundo ela, a história da América Latina “é clara e convincente” ao afirmar que “a intervenção militar nunca trouxe democracia, nem gerou prosperidade ou estabilidade duradoura”.
Por outro lado, a mexicana disse que seu governo mantém uma colaboração “responsável e decisiva” com os Estados Unidos em áreas como combate ao narcotráfico, segurança e assistência humanitária, buscando “reduzir a violência e construir uma paz duradoura”.
No entanto, criticou que parte da violência no México está relacionada ao fluxo ilegal de armas provenientes dos EUA e ao “grave problema do uso de drogas no país vizinho”.
“Cooperação, sim; subordinação e intervenção, não”, ressaltou Sheinbaum para encerrar a coletiva.
Maduro é acusado de crimes ligados ao tráfico de drogas e foi capturado por forças militares dos Estados Unidos na madrugada do último sábado (3), durante uma operação em Caracas. Entre os delitos atribuídos a Maduro estão conspiração para o narcoterrorismo, conspiração para a importação de cocaína, posse de metralhadora e conspiração para posse de metralhadora.
(ANSA).