Amatrice envia ajuda à Venezuela após terremotos

Cidade italiana recorda 10 anos de próprio terremoto e estende mão amiga a país sul-americano

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A cidade italiana de Amatrice, que neste dia 24 de agosto recordou os 10 anos do terremoto que devastou a região central da Itália, anunciou o envio de recursos financeiros à Venezuela. O valor arrecadado durante uma missa celebrada hoje será destinado a iniciativas de apoio aos jovens do país sul-americano, que foi atingido por uma série de tremores há dois meses.

  • A cidade de Amatrice, na Itália, envia ajuda financeira à Venezuela, devastada por terremotos em junho.
  • O dinheiro, arrecadado em uma missa, será destinado a programas de apoio para jovens venezuelanos.
  • A decisão foi um gesto de solidariedade, anunciada no dia em que Amatrice recorda seu próprio terremoto.

A decisão de enviar a quantia foi formalizada como um gesto de solidariedade e anunciada durante a missa comemorativa. A celebração foi presidida pelo cardeal Matteo Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), que reforçou o apoio à nação sul-americana em momento de crise.

Enquanto Amatrice se recupera e demonstra solidariedade, a Venezuela enfrenta um cenário de reconstrução. O Parlamento venezuelano aprovou, no último sábado, 22 de agosto, uma lei emergencial para fomentar a construção de novas moradias e agilizar a recuperação da infraestrutura nacional. As medidas visam reparar os danos causados pelos sismos que atingiram diversas regiões em 24 de junho.

Como a Venezuela reage aos danos?

Além das ações legislativas, o governo de Caracas implementou uma estratégia para a recuperação de escombros. O material resultante da demolição de edifícios danificados será processado e transformado em insumos reutilizáveis, que poderão ser empregados em novos projetos de construção civil, otimizando recursos e acelerando a reconstrução.

Os sismos que abalaram a Venezuela causaram um balanço trágico de aproximadamente 6,5 mil mortes, além de deixar cerca de 18 mil pessoas desabrigadas. As autoridades venezuelanas estimam que a necessidade imediata é a construção de até 25 mil novas residências para acomodar as famílias que perderam suas casas.