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Alta quantidade de candidatos a lugares no grid da F-1 cria ‘pelotão de reservas’

A quantidade de pilotos jovens candidatos à Fórmula 1 é tão grande que as vagas disponíveis no grid da categoria não são suficientes para absorver todos eles. Um dos exemplos desse processo é o francês Esteban Ocon, de 23 anos, membro do programa de desenvolvimento da Mercedes e campeão em categorias inferiores, mas que ficou fora do grupo de 20 titulares que integram as dez equipes deste ano.

Ocon teve bons resultados em 2017 e 2018 pela Force India, até permanecer nesta temporada como piloto reserva da Mercedes. Semanas atrás, assinou contrato com o Renault para voltar ao posto de titular em 2020, escolha bancada pelo diretor da equipe francesa, o tetracampeão mundial Alain Prost.

O piloto francês se envolveu em um episódio inusitado no ano passado, no GP do Brasil. Após errar uma manobra e bater em Max Verstappen, da Red Bull, os dois discutiram nos boxes ao fim da prova. O holandês chegou a empurrar Ocon. Como punição, ambos tiveram de prestar serviços comunitários.

A mesma expectativa por uma nova oportunidade pressiona o alemão Pascal Wehrlein. Agora com 24 anos, ele também passou pelo projeto de desenvolvimento de talentos Mercedes e correu na categoria por duas temporadas com carros ruins, pela Manor e depois pela Sauber. Ausente da Fórmula 1 nos dois últimos campeonatos, resolveu dar um passo atrás e virar piloto de testes da Ferrari. Mas dificilmente terá vaga no grid em 2020.