Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

Historicamente, os partidos de esquerda brasileiros, dos mais insignificantes ao PT, inclusive seus líderes e ‘donos’, como Lula da Silva e Ciro Gomes, passando por coadjuvantes e subalternos, como Jean Wyllys e Gleisi Hoffmann, sempre se alinharam, aliaram e apoiaram regimes ditatoriais e grupos terroristas mundo afora.

Nunca é demais lembrar, que o meliante de São Bernardo chamava tiranos sanguinários, como Mahmoud Ahmadinejad e Muammar al-Gaddafi, de amigos e irmãos, e que facínoras históricos, como Fidel Castro e Hugo Chávez, eram – e são! – considerados democratas por Fernando Haddad, Ciro Gomes, Manuela d’Ávila e companhia.

As esquerdas, costumeiramente, ‘se pegam’ por tudo. O pau quebra feio entre os militantes e filiados dos partidos. Alguns são ultra radicais, outros, apenas radicais. Alguns convergem ao centro, outros repudiam o equilíbrio. Alguns amam Trótski, outros, Lenin, outros ainda, Stalin. Como em qualquer grupo, homogeneidade passa longe, exceto…

Sim. Exceto quando o assunto é Israel e judeus. Jamais assisti a um depoimento público, de quaisquer destes políticos acima, condenando ataques terroristas contra a comunidade judaica, muito menos reconhecendo o direito à autodeterminação, e, sobretudo, a terem uma pátria, um Estado, um pedacinho de chão onde jamais alguém os expulsará.

Costumeiramente, por mera ignorância ou puro antissemitismo, invocam uma absurda ilegitimidade de Israel e a população judaica em existir naquele espaço. Para estes incultos e antissemitas, que não conhecem história e odeiam, sim, os judeus, sete milhões de pessoas deveriam procurar outro lugar para tocarem suas vidas.

Um dos argumentos mais estapafúrdios dessa gente diz que o sionismo se trata de um regime imperialista (que piada). Há também menções sobre, pasmem!, genocídio. Não raro, holocausto. É isso mesmo: antissemitas, assumidos ou disfarçados, por má fé ou burrice, creem que os judeus são nazistas – inclusive, usam exatamente esse termo.

Pois bem. Vladimir Putin, o mais recente amigo de fé, irmão camarada de Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, este sim um imperialista cruel, tirano de seu povo e uma ameaça real à democracia europeia, encontra-se prestes a invadir a Ucrânia para, na sequência, subjugar o povo ao seu devaneio de uma ‘nova União Soviética’.

Em discurso público proferido essa semana, Putin, que conta com apoio e solidariedade explícitos do amigão do Queiroz – que também chamou de ‘irmão’ um outro tirano europeu, Viktor Orbán, proto ditador da Hungria -, declarou, sem meias palavras, que não reconhece a Ucrânia como Estado soberano, muito menos seu direito à existência.

Traduzindo, para quem ainda não entendeu: Putin não aceita o país vizinho nem permitirá que a população se considere… ucraniana! Grupos terroristas palestinos, como Hamas e Hezbollah, pensam o mesmo a respeito de Israel e dos judeus. Já o Estado sionista jamais desejou ou pretendeu aniquilar qualquer povo; vizinho ou não.

A esquerda brasileira, porém, acusa Israel justamente de ser e fazer o que Putin, hoje, diz que fará. Quando um terrorista, em nome de Alá, e desejando setenta virgens se explode em uma escola judaica, matando crianças, Israel, em nome da defesa de seu povo, retalia brutalmente em busca dos mandantes do assassinato covarde.

Contudo, ao primeiro bombardeio israelense a instalações militares, alojadas em creches e hospitais, utilizando inocentes como escudos humanos, ou a escritórios terroristas onde os ataques crueis são meticulasomente planejados pelos selvagens, Jean Wyllys e a gangue esquerdopata correm para condenar Israel e o acusar de genocídio.

Pois bem. Eis uma oportunidade real, verdadeira, incontestável, ou melhor, confessa, para, corretamente, acusarem um genocida (Putin) de… genocídio! E aí, senhores humanistas de araque? Vão encarar ou continuarão fazendo cara de paisagem, esperando a primeira oportunidade para destilar antissemitismo disfarçado de causa humanitária?