Almirante faz picadinho de Bolsonaro que, novamente, arrega de forma humilhante

Almirante faz picadinho de Bolsonaro que, novamente, arrega de forma humilhante

Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza sabatina de Antonio Barra Torres para diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em pronunciamento, indicado para diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres. Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

‘Senhor Presidente, como Oficial General da Marinha do Brasil, servi ao meu país por 32 anos’.

Já Bolsonaro, há trinta e tantos anos, apenas se serve do País.

‘Pautei minha vida pessoal em austeridade e honra’.

O amigão do Queiroz, por sua vez, pautou e pauta sua vida na esbórnia e desonra.

‘Honra à minha família que, com dificuldades de todo o tipo, permitiram que eu tivesse acesso à melhor educação possível, para o único filho de uma auxiliar de enfermagem e um ferroviário’.

O devoto da cloroquina tem tantas famílias, que fica difícil comparar.

‘Como médico, Senhor Presidente, procurei manter a razão à frente do sentimento. Mas sofri a cada perda, lamentei cada fracasso, e fiz questão de ser eu mesmo, o portador das piores notícias, quando a morte tomou de mim um paciente’.

E daí? Deixe de mimimi. Deixe de ser maricas. Parece até que é coveiro, pô. Vai ficar chorando até quando? Todo mundo morre um dia.

‘Como cristão, Senhor Presidente, busquei cumprir os mandamentos, mesmo tendo eu abraçado a carreira das armas. Nunca levantei falso testemunho’.

Segundo levantamento de um site brasileiro, apenas em 2021, Bolsonaro mentiu sete vezes por dia. Falso testemunho para este mitômano é brincadeira de jardim de infância

‘Vou morrer sem conhecer riqueza Senhor Presidente. Mas vou morrer digno’.

Eita! O patriarca do clã das rachadinhas e das mansões milionárias conhece bem o caminho da riqueza. Já o caminho da dignidade, nem de ouvir falar, hehe.

‘Nunca me apropriei do que não fosse meu e nem pretendo fazer isso, à frente da Anvisa. Prezo muito os valores morais que meus pais praticaram e que pelo exemplo deles eu pude somar ao meu caráter’.

Pois é. O marido da receptora de cheques de milicianos jamais poderá dizer o mesmo, né? Principalmente porque ‘valores morais’ passaram longe dos olhos do maldito.

‘Se o senhor dispõe de informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, Senhor Presidente’.

Dispõe nada, Almirante! É que este cretino é useiro e vezeiro de mentir, de acusar sem provas. Sabe que nada lhe acontece, por isso continua difamando tudo e todos. É um vagabundo.

‘Determine imediata investigação policial sobre a minha pessoa aliás, sobre qualquer um que trabalhe hoje na Anvisa, que com orgulho eu tenho o privilégio de integrar’.

O cara não determinou investigação nem sobre superfaturamento de 1000% de vacinas, fato que conhecia de cor e salteado, imagine se irá determinar investigação sobre suas invencionices.

‘Agora, se o Senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate’.

Deus? Quem devota Deus não prefere um filho morto a um filho gay. Não deseja exterminar rivais políticos. Não prega assassinato de índios. Não compara negros a animais de corte. Deus na boca de Bolsonaro é igual pum em seu bucho. Só serve como desculpa.

‘Estamos combatendo o mesmo inimigo e ainda há muita guerra pela frente’.

Errado, senhor. Seu inimigo é o coronavírus, cujo maior sócio é Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto. E a guerra dele é contra a saúde dos brasileiros.

‘Rever uma fala ou um ato errado não diminuirá o senhor em nada. Muito pelo contrário’.

Não há como diminuir uma formiga moral. Um nano cretino. Um micro asqueroso.


Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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