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Almagro visita refúgios para migrantes venezuelanos na Colômbia

Almagro visita refúgios para migrantes venezuelanos na Colômbia

Secretário-geral da OEA, Luis Almagro, conversa com migrantes venezuelanos na ponte internacional Simón Bolivar, em Cúcuta, Colômbia, em 14 de setembro de 2018 - AFP

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, visitou nesta sexta-feira (14) abrigos e refeitórios comunitários disponibilizados pela Colômbia para os milhares de migrantes venezuelanos que fogem da profunda crise econômica em seu país.

“Temos que recuperar a democracia na #Venezuela para que todos os migrantes venezuelanos possam voltar ao seu país e também recuperem sua liberdade e bem-estar”, escreveu Almagro no Twitter da cidade colombiana de Cúcuta, fronteiriça com a nação petroleira.

Em seu último dia de visita à Colômbia, Almagro compartilhou com dezenas de venezuelanos que se alimentam diariamente no refeitório comunitário da Casa de Passagem da Divina Providência, administrado pela Igreja Católica, no principal ponto de entrada dos migrantes ao país.

A crise migratória “se resolve com vocês de volta na Venezuela, livres e capazes de seguir seu futuro, capazes de trabalhar seu futuro”, disse o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA) após ouvir testemunhos dos migrantes.

Segundo a ONU, cerca de 2,3 milhões de pessoas deixaram desde de 2014 o país petroleiro, atingido por uma profunda crise econômica. A Colômbia recebeu mais de 1 milhão, e regularizou 820.000.

Os venezuelanos pediram a Almagro que ele trabalhe pela “liberdade” de seu país e para que o presidente Nicolás Maduro deixe o poder.

Maduro considera a atitude da OEA uma “ingerência”.

Almagro, que chegou na quarta-feira a Bogotá, também visitou o Centro de Atenção Transitória ao Migrante da Cruz Vermelha e a ponte internacional Simón Bolívar – principal passagem fronteiriça entre ambas as nações – para acompanhar os processos de controle e assistência humanitária aos migrantes.

O secretário da OEA também se reuniu com autoridades locais e departamentais, e com o sistema de atenção da ONU na região.

A equipe visitará as fronteiras das nações receptoras de venezuelanos para elaborar um relatório que defina “mecanismos de cooperação” para ajudar esses países.