Aliados dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), avaliam que o caminho para uma candidatura do emedebista ao governo paulista em 2030 está sendo pavimentado nos bastidores. A leitura ganhou força após a filiação do vice-governador Felicio Ramuth ao MDB no último sábado, 28, indicando uma articulação política estratégica que visa a sucessão no Palácio dos Bandeirantes.
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O que aconteceu
- Apoio de Tarcísio de Freitas a Ricardo Nunes para o governo paulista em 2030 é reforçado por movimentos políticos recentes.
- A filiação de Felicio Ramuth (MDB) ao partido é vista como parte de um “jogo casado” para fortalecer a chapa de Nunes.
- A saída de Ramuth do PSD ocorreu após desentendimentos com Gilberto Kassab sobre a vaga de vice-governador na chapa atual de Tarcísio.
Segundo interlocutores ouvidos pela ISTOÉ, a mudança partidária de Felicio Ramuth foi interpretada como um indicativo claro de que Ricardo Nunes deve ser o nome apoiado por Tarcísio na sucessão ao Palácio dos Bandeirantes. Fontes ligadas a ambos afirmam que há um “jogo casado” em construção nos bastidores para viabilizar a candidatura do atual prefeito de São Paulo no médio prazo.
O próprio Tarcísio de Freitas tem defendido o nome de Ricardo Nunes para o governo paulista. Ainda quando cotado para uma possível candidatura à Presidência da República, o governador já havia sinalizado preferência pelo prefeito paulistano como sucessor no estado. Essa sinalização reforça a percepção de alinhamento e planejamento a longo prazo entre os dois líderes.
Kassab e o rompimento com Ramuth
A filiação de Felicio Ramuth ao MDB ocorreu após um rompimento com o PSD, partido presidido por Gilberto Kassab. O vice-governador deixou a sigla em meio à disputa pela vaga de vice na chapa de Tarcísio de Freitas nas eleições deste ano. Kassab, que chegou a se demitir do governo de São Paulo por mensagem em determinado momento, pleiteava o posto, mas o governador decidiu manter Ramuth na função, intensificando a crise entre os partidos.
A chegada do vice-governador Felicio Ramuth também atende a interesses do MDB, que já teria sinalizado a Tarcísio a intenção de ocupar a vice na chapa ou garantir uma das vagas ao Senado nas eleições deste ano. Essa movimentação é estratégica para o MDB, que busca fortalecer sua base política e expandir sua influência no cenário estadual.