Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), têm defendido nos bastidores um nome do Centrão para compor a chapa de candidatos ao Senado nas eleições deste ano. Na avaliação do alto escalão do Palácio dos Bandeirantes, a entrada de um nome moderado garantiria uma cadeira no Salão Azul no próximo ano.
Uma das vagas da chapa já foi preenchida. O deputado federal e ex-secretário de Segurança Publica do estado Guilherme Derrite (Progressistas-SP) é a prioridade da cúpula do Palácio para o cargo neste ano. A segunda vaga, por sua vez, estaria mais próxima do PL, que conta com a maior bancada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
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A ala bolsonarista seria contemplada com a indicação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), mas o ex-deputado federal cassado está autoexilado nos Estados Unidos e não será candidato. Essa vaga, então, poderia se manter com o PL, mas, para o alto escalão do governo paulista, Derrite contempla o campo bolsonarista, e a entrada de outro nome mais alinhado poderia afastar o eleitorado.
Como justificativa para a tese, pessoas próximas de Tarcísio têm apontado a preocupação com quem o PT deve colocar no jogo para o Senado. Por enquanto, a cúpula acredita que os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Meio Ambiente, Marina Silva, devem compor a chapa petista para o Senado. Nesse cenário, de acordo com eles, Haddad já estaria eleito.
O tema ainda foi palco de conversa entre Tarcísio e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na última semana, durante a visita do governador paulista à Papudinha. No papo, Tarcísio afirmou que um bom trabalho daria à cúpula bolsonarista uma das cadeiras no Senado. Caso contrário, haveria chances da perda das duas cadeiras disputadas nas eleições deste ano.
Apesar da defesa de um candidato do Centrão na disputa pelo Senado, Tarcísio e aliados ainda não discutiram os possíveis nomes que podem compor a chapa. As negociações só devem avançar nas próximas semanas, e uma decisão deve ficar para depois de abril.