Alexandre Kalil: de valentão bravateiro à tchutchuca de Lula e do PT

Crédito: Ricardo Stuckert

(Crédito: Ricardo Stuckert)

Quem é de Belo Horizonte já se acostumou a assistir às cenas histriônicas do ex-prefeito da cidade, Alexandre Kalil. Desde os tempos de Atlético Mineiro, clube em que foi presidente e levou à bancarrota, o ‘cabra-macho’ é useiro e vezeiro de berros, ofensas, tapas na mesa e agressões a Deus dará.

Kalil já chamou de ‘borrões’ os jogadores do Galo após uma derrota. Já discutiu, com o dedo em riste, com pessoas em bares e restaurantes. Já cansou de ofender opositores políticos. Já desrespeitou cidadãos, empresários e pequenos comerciantes durante a pandemia e os ameaçou com multas.


Mas não só: ultimamente, o político, que se diz um ‘não político’, também deu para atacar os grandes empresários do estado, chamando-os pejorativamente de ‘milionários’ e ‘elite estúpida e ignorante’, como se não fosse ele próprio um milionário e membro de uma das famílias mais tradicionais da elite belo horizontina.

O valentão bravateiro que ameaça sair no braço, mas sempre protegido por dois ou três brutamontes, é candidato ao governo de Minas, e muito, mas muito atrás nas pesquisas, em franco desespero recorreu ao apoio de Lula da Silva, o meliante de São Bernardo, na tentativa de ganhar relevância em Minas.

Sim, porque apenas na capital, onde seus berros são ouvidos, Kalil possui expressão eleitoral. No interior do estado, onde o que os prefeitos e as populações carentes precisam são de apoio e de trabalho real (não de bravatas!), o ex-prefeito é quase um João Ninguém, e precisa de uma babá para carregá-lo no colo.

Daí, já que acertadamente nunca se misturou com Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, e o bolsonarismo – não sem antes tentar e levar um belo pé no traseiro, diga-se -, restou-lhe rastejar aos pés do ex-tudo (ex-presidente, ex-presidiário, ex-corrupto e ex-lavador de dinheiro) em busca de palanque eleitoral.

Ocorre que Kalil, outrora, já disse, dentre suas agressões generalizadas, que o PT destruiu o Brasil (ao lado do PSDB), mas agora, além de repetir os bordões lulopetistas contra os empresários, se tornou uma espécie de Geraldo Alckmin das Alterosas; um bibelô, uma tchutchuquinha de Lula e do PT.

O neo-socialista radical, inclusive, declarou que o cargo de vice-governador em sua chapa seria escolhido, não pelos mineiros, mas pelo chefão do Petrolão e do Mensalão. Dito e feito! Hoje, Kalil foi beijar a mão do capo petista em São Paulo, e anunciar a chapa com o deputado estadual André Quintão, do PT, como vice.

Notem, a cerimônia de subserviência explícita ocorreu em solo paulistano! Lula nem sequer precisou se deslocar a BH. Agora, com Kalil ‘carneirinho’, a capital de Minas é São Paulo, e é um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro que dita os rumos da política mineira. Quem te viu e quem te vê, hein, papai Kalil?






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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