O senador Alexandre Giordano (MDB-SP) teria ameaçado e desacatado policiais militares durante uma abordagem na última segunda-feira, 23, na zona norte de São Paulo. A ISTOÉ teve acesso ao boletim de ocorrência da Polícia Militar, que relata que o parlamentar também tentou fugir da ação.
De acordo com o BO, Giordano trafegava pela Alameda Afonso Schmidt, no bairro de Santana, com um carro de luxo sem, aparentemende sem placas e com luzes estroboscópicas azuis e vermelhas ligadas. Ele foi abordado por policiais militares e, inicialmente, se recusou a sair do veículo.
Ainda segundo o registro, o senador se apresentou como “federal” e, após insistência dos agentes, se identificou como parlamentar. Durante a abordagem, o boletim de ocorrência diz que ele ameaçou os policiais que registravam a ocorrência. “Ah, você está gravando? Então você vai ver”, teria dito.
Na sequência, Giordano também teria afirmado que acionaria o coronel Hengel Ricardo Pereira, secretário-executivo da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, e que um dos agentes iria para a “reciclagem”, termo usado para designar o afastamento temporário das ruas para treinamento.
Após a continuidade da abordagem, os policiais localizaram as placas do veículo no porta-malas. Segundo o boletim, o senador deixou o local e teria quase atropelado um dos agentes que tentava impedir a fuga.
O parlamentar foi novamente abordado, desta vez por três equipes da PM, na Avenida Braz Leme. Na ocasião, os policiais constataram que a carteira nacional de habilitação (CNH) estava vencida desde fevereiro de 2024.
Apesar dos relatos registrados no boletim de ocorrência, foram aplicadas três infrações de trânsito pela equipe da Polícia Militar.
A ISTOÉ tentou contato com a assessoria de imprensa do senador, mas não obteve o retorno até o fechamento deste texto.