O ativista e jornalista italiano Alessandro Di Battista, ex-deputado do Movimento 5 Estrelas (M5S), recebe alta hospitalar nesta sexta-feira (18) em Roma, após se recuperar de um grave problema de saúde enfrentado durante uma viagem a Cuba. Ele havia sido internado em Havana no fim de agosto, precisando de cirurgia e posterior transferência para o Hospital Agostino Gemelli na capital italiana.
- Alessandro Di Battista, jornalista e ex-deputado do M5S, recebe alta médica em Roma após internação devido a um grave problema de saúde.
- Ele enfrentou o quadro durante uma viagem a Cuba, necessitando de cirurgia e posterior transferência para um hospital na capital italiana.
- Figura política combativa, Di Battista é conhecido por suas críticas às alianças do M5S e por defender pautas como saúde pública e a questão palestina.
Di Battista, de 48 anos, sentiu fortes dores de cabeça enquanto estava na ilha caribenha para produzir uma reportagem. Após uma melhora inicial, seu retorno à Itália precisou ser adiado devido a uma piora no quadro, que exigiu uma intervenção cirúrgica.
No último fim de semana, o ex-deputado foi transferido em um avião ambulância para o Hospital Agostino Gemelli, em Roma, onde permaneceu internado até a alta. Em uma publicação no Instagram, acompanhada de uma foto ao lado do amigo Luca Di Giuseppe, presidente da associação Schierarsi, fundada pelo político, Di Battista expressou alívio e gratidão.
“Estou me sentindo muito melhor e finalmente estou em casa”, escreveu Di Battista. “Agradeço aos médicos e à equipe do hospital Gemelli, e obrigado a todos vocês pelo apoio que senti todos os dias. Nas próximas semanas, contarei a vocês o percurso que terei de enfrentar”, acrescentou ele.
Qual a trajetória política de Di Battista?
Apelidado de “Che Guevara 5 Estrelas”, Di Battista foi deputado entre 2013 e 2018, tornando-se uma das principais figuras do M5S no auge da popularidade do partido. No entanto, após a chegada do movimento ao governo, em 2018, ele passou a criticar abertamente as alianças com forças tradicionais da política italiana, primeiro com a direita e depois com a centro-esquerda.
Em fevereiro de 2021, o ativista rompeu definitivamente com o M5S devido à decisão da legenda de integrar o gabinete de união nacional liderado pelo ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi. Desde então, Di Battista perdeu espaço no debate político, mas manteve-se como uma voz ativa em prol de causas significativas.
Entre as pautas defendidas por ele estão o aumento dos investimentos em saúde pública, o fim do envio de armas à Ucrânia e o reconhecimento internacional da Palestina.