A Alemanha recebe a partir de sexta-feira (14) a elite do futebol europeu, os 24 países classificados para a Euro-2024, todos em busca de suceder a Itália na lista dos campeões com um triunfo na final que será realizada no dia 14 de julho em Berlim.

O jogo de abertura será em Munique, às 21h00 locais (16h00 de Brasília), com um duelo entre o país-sede e a Escócia.

– De volta à ‘receita tradicional’ –

Esta edição terá um regresso à ‘receita tradicional’ diferente da última, que foi dividida entre 11 países-sede para comemorar os 60 anos da competição, que também teve de ser adiada por um ano devido à pandemia e acabou sendo realizada em 2021.

Há três anos, as partidas eram disputadas com lotações diferenciadas nos estádios, de acordo com as medidas sanitárias de cada país. Nesta ocasião, a expectativa é de casa cheia: 2,7 milhões de torcedores vindos de todo o continente para assistir aos 51 jogos programados em dez estádios alemães.

Após o enorme sucesso da Copa do Mundo de 2006, considerada no imaginário coletivo alemão como “um conto de fadas de verão” (‘Sommermärchen’), a nação tetracampeã mundial espera gerar as mesmas emoções.

O torneio terá medidas de segurança máxima devido à ameaça terrorista islâmica por causa do conflito entre o Hamas e Israel.

No âmbito esportivo, ao contrário da Copa do Mundo, a Eurocopa é conhecida por oferecer uma janela para surpresas – a Dinamarca venceu em 1992 e a Grécia em 2004 – mas duas seleções largam da ‘pole position’.

– As dores de Mbappé –

A França, atual vice-campeã mundial e liderada em campo pelo astro Kylian Mbappé, é a favorita, apesar da aposentadoria internacional de seu capitão Hugo Lloris e de outro pilar, o zagueiro Raphael Varane.

A eliminação inesperada diante da Suíça nas oitavas de final em 2021 foi uma surpresa para uma equipe sempre presente entre os primeiros colocados com Didier Deschamps no comando: final da Euro 2016, campeã mundial em 2018, campeã da Liga das Nações de 2020 e vice-mundial em 2022.

Os ‘Bleus’ estão preocupados com as condições físicas de Mbappé, que perdeu três treinos devido a pequenos desconfortos (nas costas e uma contusão no joelho) desde o início da preparação, no dia 29 de maio.

A Inglaterra, atual vice-campeã, também está entre os fortes candidatos, graças principalmente à sua dupla de ataque, o capitão Harry Kane e a sensação Jude Bellingham.

Sobre seus ombros recairá o desafio de dar um título à inventora do futebol, o primeiro desde que conquistou a Copa do Mundo que organizou no distante ano de 1966.

– Yamal, um calouro à frente da ‘Roja’ –

“Somos uma das equipes que podem vencer? Sim, com certeza”, reconheceu o seu técnico Gareth Southgate ao apresentar a lista de convocados. Desde então, uma derrota por 1 a 0 para a Islândia, em amistoso em Wembley, pode servir de alerta.

Em seguida, a anfitriã Alemanha foi ressuscitada por Julian Nagelsmann após um 2023 catastrófico. O jovem treinador, de 36 anos, conseguiu trazer de volta Toni Kroos, ‘maestro’ do Real Madrid, campeão da sua 15ª Liga dos Campeões, para uma ‘última dança’ antes de se aposentar do futebol.

A Itália, atual campeã, chega à Eurocopa depois de não conseguir se classificar para a segunda Copa do Mundo consecutiva. Além disso, iniciam sua campanha no ‘grupo da morte’, contra Croácia, Espanha e a emergente Albânia.

A Espanha, campeã da Liga das Nações em 2023 e agora comandada por Luis de la Fuente, apresenta um elenco forte, embora sem grandes estrelas.

O fenômeno do Barcelona Lamine Yamal, de 16 anos, pode fazer a diferença, já que vai bater alguns recordes na competição.

– CR7 com quase 40 anos –

O formato da primeira fase, que permite que os dois primeiros dos seis grupos e os quatro melhores terceiros colocados se classifiquem para as oitavas de final, pode evitar que alguma potência seja eliminada mais cedo.

Em 2016, Portugal, que na Alemanha será mais uma vez liderada emm campo pelo astro Cristiano Ronaldo, de 39 anos, se sagrou campeão ao terminar em terceiro na sua chave.

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