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Alegria e protesto no encerramento dos desfiles do Carnaval do Rio

Alegria e protesto no encerramento dos desfiles do Carnaval do Rio

Vila Isabel desfila no Sambódromo do Rio de Janeiro, no dia de encerramento dos desfiles das escolas de samba do Rio - AFP

Com uma alta dose de crítica social e política, as escolas de samba do Rio de Janeiro encerraram seus esplêndidos desfiles na madrugada desta terça-feira, lançando uma mensagem de alerta e esperança sobre o futuro do Brasil.

“O carnaval traz alegria para todos. Sofremos, trabalhamos tanto [o resto do ano], que nesse momento a alegria é mais forte. Mas mesmo assim, deixamos uma mensagem para conscientizar e ter um Brasil melhor”, afirmou Marcelo de Castro, da escola São Clemente, que abriu os desfiles do último dia.

Com o tom satírico que a caracteriza, a São Clemente criticou os “enganos” da classe política e se referiu a Bolsonaro em várias ocasiões.

A Mocidade Independente de Padre Miguel, quinta escola a desfilar na segunda noite, recriou a trajetória da cantora e ícone feminista Elza Soares, que aos 89 anos participou do desfile em um dos carros alegóricos; já a Salgueiro homenageou Benjamin de Oliveira, ator e acrobata negro que revolucionou a cena circense no início do século XX.

Unidos da Tijuca e Vila Isabel se apresentaram sem falar em política, mas ainda assim com um discurso em defesa dos direitos ambientais.


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A Unidos da Tijuca celebrou as belezas naturais e arquitetônicas do Rio com uma réplica gigante do Cristo Redentor rodeado por vegetação tropical e com a inscrição “Paz”. Fez também um apelo para proteger o meio ambiente com a imagem de uma família de ursos polares em cima de um iceberg que se derretia, cercados por detritos de plástico e um mar contaminado de petróleo.

A Vila Isabel criou uma fábula indígena para percorrer as diferentes regiões do Brasil e comemorar os 60 anos da fundação de Brasília.

A Beija-flor falou sobre os caminhos pelos quais a humanidade andou até chegar ao momento atual.

Este foi o primeiro ano que as escolas desfilaram sem os subsídios da Prefeitura do Rio.

Desde que assumiu o comando da cidade em 2017, o bispo evangélico Marcelo Crivella promoveu um corte progressivo no financiamento, que passou de dois milhões de reais para cada escola a zero neste ano.

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