Alckmin será candidato ao ‘que quiser’ em 2026, diz presidente do PT

Edinho Silva afirmou que tanto vice-presidente quanto Fernando Haddad são respeitados pelo partido e ninguém disputa eleição 'contra a vontade'

Vice-presidente Geraldo Alckmin; ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília
Vice-presidente Geraldo Alckmin; ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília Foto: Adriano Machado/Reuters

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) poderá concorrer ao cargo que quiser nas eleições de 2026. “Alckmin é uma pessoa muito querida por todos nós e tenho dito que ele será candidato aquilo que quiser. É um diálogo que tem sido feito com muita tranquilidade”, disse o petista nesta segunda-feira, 9, em evento do grupo empresarial Lide, do ex-governador João Doria, em São Paulo.

Na última semana, o presidente Lula (PT) disse que tanto seu vice quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), têm um “papel a cumprir em São Paulo”, aumentando a pressão de seu grupo político para quem um dos dois concorra ao governo do estado em outubro — o que Haddad já admitiu não desejar.

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Edinho Silva, presidente do PT: 'Alckmin é pessoa muito querida por todos nós. Tenho dito que ele será será candidato aquilo que quiser'

Edinho Silva, presidente do PT: ‘Alckmin é muito querido por todos nós. Tenho dito que ele será será candidato aquilo que quiser’

Além da declaração, a posição de vice na chapa de Lula passou a ser mencionada como alternativa para atrair o apoio de partidos de centro à reeleição do petista, em especial o MDB. Segundo o dirigente, o PT deseja o apoio de “todos os partidos” que não tenham candidatura própria e a prioridade para a formação de alianças será “eleger senadores, deputados, governadores e governadoras comprometidos com a democracia“.

Quanto a Haddad, Edinho disse que o partido respeita suas lideranças e, embora o ministro seja lembrado pelo trabalho na Fazenda e pelo desempenho que teve nas eleições de 2022 — quando foi derrotado no segundo turno pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) –, “ninguém é candidato contra a vontade“.

A alternativa a Alckmin e Haddad

Opção às hesitações tanto de Alckmin quanto de Haddad para que Lula tenha um palanque competitivo no maior colégio eleitoral do país, a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), foi citada pelo dirigente petista como uma liderança “importante para a economia brasileira” que ainda será ouvida a respeito do papel que pretende cumprir no pleito.

A emedebista se colocou “à disposição” do presidente para a disputa, o que deve envolver uma mudança de partido caso o MDB não apoie a reeleição do mandatário — em São Paulo, o partido apoia o governador Tarcísio e não dará palanque a Lula, cenário que aproxima Tebet do PSB.