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Ajuda internacional começa a chegar ao Líbano após explosões

Ajuda internacional começa a chegar ao Líbano após explosões

Socorristas fazem buscas após explosões no porto de Beirute, em 5 de agosto de 2020 - AFP

A ajuda internacional começou a chegar ao Líbano nesta quarta-feira, após as duas explosões da véspera em Beirute, que deixaram mais de 100 mortos e milhares de feridos.

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Segundo autoridades, 2750 toneladas de nitrato de amônio armazenadas “sem medidas de precaução” no porto de Beirute foram a causa das explosões.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, emitiu um “apelo urgente a todos os amigos e países irmãos”. O Kuwait anunciou hoje a chegada de um avião com ajuda médica. Já o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, anunciou a abertura de um hospital de campanha em Beirute, e as famosas pirâmides do país foram iluminadas com as cores libanesas.

A França, antiga potência mandatária, enviou ajuda em três aviões militares. O presidente Emmanuel Macron anunciou ontem o envio de um destacamento de defesa civil e “toneladas de equipamento médico”.

O representante da OMS Michael Ryan afirmou que a agência da ONU começou a enviar kits de traumatologia e cirurgia do seu depósito regional localizado em Dubai. “Também temos equipes médicas de emergência prontas para serem mobilizadas.”

Países do Golfo ofereceram ajuda prontamente. O emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al-Thani, anunciou o envio de hospitais de campanha ao Líbano.

– Arranha-céus iluminados –

Nos Emirados Árabes, o famoso arranha-céu Burj Khalifa, de Dubai, o mais alto do mundo, foi iluminado com as cores da bandeira libanesa. Já o Irã, muito influente no Líbano, ofereceu “ajuda médica”, informou seu presidente, Hassan Rouhani.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, prometeu “ajuda humanitária em todos os âmbitos, especialmente no da saúde”. O Crescente Vermelho turco envia hoje uma equipe de ajuda humanitária e equipamento médico de emergência.

O rei da Jordânia, Abdullah II, ordenou nesta quarta-feira a preparação de um hospital militar de campanha para enviar ao Líbano. A Argélia anunciou um aporte de quatro aviões e um navio carregados de ajuda humanitária, com equipes médicas, bombeiros, mantimentos e material de construção.

O Papa pediu orações “pelas vítimas, por suas famílias e pelo Líbano”, e o envio de “ajuda da comunidade internacional”. República Tcheca, Grécia e Chipre, onde as explosões foram ouvidas, enviaram dezenas de socorristas a Beirute.

Israel chamou ontem a “superar o conflito” e propôs “ajuda humanitária e médica” ao Líbano, com o qual se encontra tecnicamente em estado de guerra.

Na noite desta terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, transmitiu as “condolências” de seu país e repetiu que os Estados Unidos estavam “preparados” para enviar ajuda. O Canadá também se ofereceu para ajudar.

– “Dor” –

Na Europa, a chanceler alemã, Angela Merkel, prometeu oferecer “apoio ao Líbano”. A Holanda anunciou que 67 trabalhadores humanitários holandeses partiriam para Beirute na noite desta quarta-feira.

O Reino Unido declarou estar disposto a “apoiar de todas as formas possíveis”, tuitou o primeiro-ministro, Boris Johnson. Já a Itália enviou 14 bombeiros especializados na avaliação dos riscos químicos e das estruturas danificadas.

“A Rússia compartilha a dor do povo libanês”, reagiu o presidente Vladimir Putin em um telegrama de condolências ao colega libanês, Michel Aoun, que também recebeu um telefonema do presidente iraquiano, Barham Saleh, que se ofereceu para ajudá-lo, e uma carta de condolências do presidente sírio, Bashar al-Assad.

A mesma expressão de solidariedade veio da Tunísia, que decidiu enviar dois aviões militares com alimentos e ajuda médica e atendeu 100 feridos.

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