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Air Italy anuncia demissão de quase 1,5 mil funcionários

CAGLIARI, 14 FEV (ANSA) – Após a Air Italy ter sido colocada em liquidação “in bonis”, os acionistas da companhia aérea anunciaram nesta sexta-feira (14) que pelo menos 1450 funcionários serão demitidos nos próximos dias. A demissão coletiva foi revelada durante teleconferência em Olbia e Malpensa entre os executivos, que ainda tentam proteger o máximo possível de empregos.   

“Os liquidantes explicaram aos funcionários a possível evolução do procedimento de liquidação, confirmando a intenção de adotar todas as medidas possíveis de apoio à receita, compatíveis por lei com o próprio processo de liquidação”, diz a nota oficial da Air Italy. A companhia ainda explicou que irá considerar “todas as possibilidades de transferência de filiais da empresa, que incluem a chances de manutenção de todo ou parte dos postos de trabalho”. Na última terça-feira (11), os acionistas da Alisarda (51% das ações da Air Italy) e da Qatar Airways (49%) concordaram em liquidar a empresa italiana, culpando “problemas estruturais e persistentes do mercado”. Hoje, alguns executivos encontraram com seus funcionários para explicar como o processo seguirá. A estimativa é de que no ano passado a companhia sofreu perdas de 200 milhões de euros, além dos 160 milhões de euros de 2018. Os sindicatos, por sua vez, convocaram uma greve nacional de 24 horas com todos os funcionários das companhias de transporte aéreo para a próxima terça-feira (25). De acordo com um comunicado, a base do protesto é a “grave crise que está ocorrendo no setor e a proliferação de situações de forte crise industrial”, como a Air Italy e a Alitalia. Além disso, está em debate também a situação do cancelamento do financiamento do Fundo de Solidariedade ao Transporte Aéreo, que contribui para complementar a renda dos trabalhadores inseridos na previdência social.   

Fontes próximas ao governo italiano informaram que há uma certa irritação com a forma como o problema foi tratado pela Air Italy, que encerrará seus voos no dia 25 de fevereiro.   

A ministra dos Transportes, Paola De Micheli, inclusive, chegou a convocar os liquidatários da empresa e afirmou a todos para “explorarem caminhos alternativos à liquidação que possam dar a melhor proteção possível aos trabalhadores e garantir que os voos continuem”. (ANSA)