Esportes

Aguirre explica substituições no São Paulo e admite recuo do time contra Flamengo


Alvo de vaias de parte da torcida nas últimas partidas do São Paulo no estádio do Morumbi, na capital paulista, o técnico uruguaio Diego Aguirre voltou a ser “lembrado” pelo torcedor durante o empate por 2 a 2 contra o Flamengo, neste domingo, principalmente após as duas substituições feitas quanto o time vencia por 2 a 1: tirou Gonzalo Carneiro e Luan para colocar Edimar e Araruna.

No caso de Luan, a razão era óbvia: o volante de 19 anos sentiu o tornozelo direito no segundo tempo e deixou o campo sem conseguir apoiar o pé no chão. Mas a alteração de Carneiro, um dos melhores da equipe na partida, gerou as críticas mais veementes. Nas redes sociais, a reclamação foi de que a troca de um atacante por um lateral acabou fazendo o São Paulo recuar demais e atrair o Flamengo para o seu campo.

Questionado à respeito, o treinador uruguaio explicou que fora o jogador quem havia pedido para sair. “A sensação pode ser essa (de que o time recuou). Penso que depois do gol do Helinho, foi a melhor reação do time, tivemos 10, 15 minutos onde controlamos, jogamos e tivemos chance de fazer o terceiro gol que poderia ter sido definitivo. Mas aconteceram mudanças não planejadas, a ideia era que Carneiro jogasse o tempo todo, estava bem, com velocidade, mas sentiu. Não foi uma lesão, mas a intensidade do jogo. Fizemos mudanças que o time, talvez, tenha ficado sem saída ou velocidade na frente”, admitiu o uruguaio.

A torcida chegou a pedir a entrada de Nenê, que não saiu do banco de reservas e acabou externando o seu descontentamento ao ir embora rapidamente, antes dos demais companheiros, após a partida.

A situação de Luan, aliás, preocupa para a partida do próximo sábado contra o Corinthians, na Arena Corinthians, na capital paulista. O volante será reavaliado nesta segunda-feira e poderá desfalcar a equipe. Neste caso, a tendência seria a entrada de Jucilei para fazer dupla com Hudson, que cumpriu suspensão neste domingo.