Agentes do ICE dizem que buscavam imigrante sem documentos no consulado equatoriano em Minneapolis

Agentes da polícia migratória americana que tentaram entrar no consulado do Equador em Minneapolis buscavam um imigrante em situação irregular desse país, que conseguiu fugir, declarou nesta quinta-feira (29) um porta-voz da agência à AFP em mensagem eletrônica.

“Em 27 de janeiro, agentes do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas) realizavam uma operação quando identificaram Jorge Miguel Bravo Uriles, um estrangeiro ilegal [sic] com antecedentes criminais do Equador, condenado por dirigir embriagado em 2022 e com detenções anteriores por agressão sexual e agressão em dois episódios distintos”, afirmou o texto.

“Quando os agentes do ICE se aproximaram de Bravo Uriles e se identificaram como autoridades, o estrangeiro ilegal com antecedentes criminais fugiu para um prédio próximo. Naquele momento, os agentes do ICE desconheciam que o edifício abrigava o consulado do Equador”, acrescentou o porta-voz, sob anonimato.

O incidente provocou um protesto da chancelaria equatoriana junto a Washington.

“O prédio não estava claramente identificado como consulado equatoriano”, assegurou o porta-voz.

“Os agentes do ICE estavam concentrados em prender o estrangeiro ilegal com antecedentes criminais. Em nenhum momento entraram no consulado”, precisou.

As operações do ICE e da Patrulha de Fronteira em Minneapolis, cidade-santuário para imigrantes sem documentos, provocaram mobilização popular e protestos contundentes do prefeito e do governador do estado, ambos democratas.

“Funcionários do consulado protegeram esse estrangeiro ilegal, que representa uma ameaça à segurança pública. Ele segue foragido”, concluiu o porta-voz.

As operações, que causam incidentes diários nas ruas dessa cidade do norte do país, resultaram na morte de dois cidadãos americanos, baleados por agentes federais.

Uma criança equatoriana de apenas cinco anos e seu pai foram detidos em 20 de janeiro em uma dessas operações em Minneapolis, o que gerou indignação.

O presidente Donald Trump aceitou reduzir “um pouco” o envio de forças federais a Minneapolis, mas exigiu colaboração das autoridades locais para evitar novos incidentes.

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