Diversos naufrágios em janeiro deixaram centenas de imigrantes desaparecidos ou mortos no Mediterrâneo, alertou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU nesta segunda-feira (26).
Em comunicado, a OIM afirmou estar “profundamente preocupada com os relatos de vários naufrágios”, acrescentando que “as más condições climáticas têm dificultado severamente as operações de busca e resgate”.
Segundo a agência, “somente nas primeiras semanas de 2026, centenas de pessoas já estão desaparecidas”.
Além disso, acrescentou que, nos últimos dez dias, “três naufrágios foram relatados”, incluindo dois em 23 de janeiro e um em 25 de janeiro, que teriam resultado em “104 mortes”, disse o porta-voz da OIM, Jorge Galindo, à AFP.
Acredita-se que essas embarcações tenham partido da Líbia e da Tunísia, de acordo com a OIM.
“Também estamos investigando o desaparecimento de barcos na Tunísia”, com “cerca de 380 pessoas desaparecidas”, acrescentou.
A agência da ONU só conseguiu confirmar até agora três mortes relacionadas ao incidente de 23 de janeiro, disse Abdelazim.
“Em Lampedusa, Itália, foram confirmadas três mortes após uma operação de busca e resgate envolvendo uma embarcação que partiu de Sfax, na Tunísia”, informou a OIM.
Entre as vítimas estavam duas meninas gêmeas, com aproximadamente um ano de idade, que morreram de hipotermia pouco antes de desembarcar, segundo a mãe.
Um homem também morreu pouco depois da chegada, pelos mesmos motivos.
Sobreviventes relataram que outra embarcação partiu do mesmo local e no mesmo horário, mas nunca chegou ao destino, com pelo menos 51 pessoas a bordo. Acredita-se que essa embarcação tenha afundado na costa de Tobruk, na Líbia.
Segundo a OIM, outra embarcação afundou com pelo menos 51 pessoas a bordo. Há relatos de um sobrevivente.
A OIM observa que a rota migratória do Mediterrâneo Central é a mais mortal do mundo, com 1.340 mortes registradas no ano passado.
Segundo a organização Missing Migrants, ligada à OEM, mais de 33.000 migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo desde 2014.
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